Desporto
Ponta do Pargo respira saúde financeira
Data: 21-05-2009
Ontem, na Ponta do Pargo, Gilberto Garrido, presidente da Associação Desportiva e Cultural da Ponta do Pargo abordou o actual momento da colectividade que preside. Nesse contexto o dirigente, fez questão de realçar o facto do clube gozar de saúde financeira: " A gestão do clube é pautada pelo rigor financeiro. Não vamos abdicar disso para conquistar títulos. O tempo é de crise e estamos cientes das nossas limitações. A realidade das equipas do continente e dos Açores é completamente diferente da nossa. Apesar de estarmos no 'play off', que irá ditar o campeão nacional temos consciência de que não podemos chegar aonde queríamos. Neste momento, os nossos objectivos, passam pela conquista do estatuto da melhor equipa madeirense".
Gilberto Garrido referiu ainda que é intenção da sua direcção, apostar no Futsal, mas só quando o Pavilhão for uma realidade.
Fonte: DN
quinta-feira, 21 de maio de 2009
58 mil visitas virtuais à Ponta do Pargo

"O Ponta do Pargo News é um blogue que retrata o dia-a-dia de uma freguesia que se encontra em desenvolvimento". É assim que se apresenta na Internet o blogue que faz em Agosto 2 anos e que contabiliza já um recorde de 58 mil visitas.
João Pita, de 16 de idade, não esconde o orgulho na página que criou e pela qual é responsável.
Numa freguesia envelhecida, João faz parte de um grupo de resistentes que ainda acreditam no futuro e na freguesia que os viu nascer. Como quase toda a população, acha que a vida vai mudar com o Campo de Golfe e com a conclusão da via-expresso. Assim, quando chegar a sua vez de decidir o rumo, espera não ter de optar pela emigração como hoje o fazem muitos dos filhos da terra.
Para já, a sua preocupação são os estudos e o blogue pelo qual é responsável.
No âmbito do projecto de jornalismo de proximidade, 'P'la Madeira Dentro, João Pita admitiu que o projecto excedeu as suas expectativas. Não só pelo número de visitantes (58 mil em menos de dois anos), mas também porque já foi, por várias vezes, eleito blogue do dia pela comunidade de internautas.
Além disso, tem servido de ponto de encontro, nomeadamente para emigrantes que usam aquela plataforma para encontrarem familiares há muito tempo perdidos. O projecto é, por isso, para continuar e para ser utilizado como rampa de promoção da freguesia, quer internamente, quer para as comunidades emigrantes.
Fonte: DN
João Pita, de 16 de idade, não esconde o orgulho na página que criou e pela qual é responsável.
Numa freguesia envelhecida, João faz parte de um grupo de resistentes que ainda acreditam no futuro e na freguesia que os viu nascer. Como quase toda a população, acha que a vida vai mudar com o Campo de Golfe e com a conclusão da via-expresso. Assim, quando chegar a sua vez de decidir o rumo, espera não ter de optar pela emigração como hoje o fazem muitos dos filhos da terra.
Para já, a sua preocupação são os estudos e o blogue pelo qual é responsável.
No âmbito do projecto de jornalismo de proximidade, 'P'la Madeira Dentro, João Pita admitiu que o projecto excedeu as suas expectativas. Não só pelo número de visitantes (58 mil em menos de dois anos), mas também porque já foi, por várias vezes, eleito blogue do dia pela comunidade de internautas.
Além disso, tem servido de ponto de encontro, nomeadamente para emigrantes que usam aquela plataforma para encontrarem familiares há muito tempo perdidos. O projecto é, por isso, para continuar e para ser utilizado como rampa de promoção da freguesia, quer internamente, quer para as comunidades emigrantes.
Fonte: DN
Museu expõe em Outubro obras na Ponta do Pargo

O Museu Henrique e Francisco Franco, no Funchal, vai expor obras e réplicas de peças em Outubro no Centro Cívico da Pt.ª do Pargo, revelou ontem Gilberto Garrido, presidente da Associação Desportiva e Cultural da freguesia, no decorrer do programa 'P'la Madeira Dentro'.
Lembrando que o falecido e famoso escultor Francisco Franco é natural da Ponta do Pargo, salientou que esta é uma forma de homenagear este vulto da Cultura e proporcionar uma exposição de qualidade à população local. Criticando "o elitismo" da DRAC e do Centro das Artes, explicou que as iniciativas culturais na freguesia são feitas em prol do povo e de forma que a população local as compreenda. Antes, Maria do Rosário, presidente da Casa do Povo, falou sobre as iniciativas promovidas, revelando que a Ponta do Pargo vai participar com 60 pessoas nas Marchas de São João na Calheta, dia 20 de Junho, com o tema 'O Pêro' e os padrinhos Paulo Sousa (dos 4 Litro) e Aparecida Jardim.
Fonte: DN
Lembrando que o falecido e famoso escultor Francisco Franco é natural da Ponta do Pargo, salientou que esta é uma forma de homenagear este vulto da Cultura e proporcionar uma exposição de qualidade à população local. Criticando "o elitismo" da DRAC e do Centro das Artes, explicou que as iniciativas culturais na freguesia são feitas em prol do povo e de forma que a população local as compreenda. Antes, Maria do Rosário, presidente da Casa do Povo, falou sobre as iniciativas promovidas, revelando que a Ponta do Pargo vai participar com 60 pessoas nas Marchas de São João na Calheta, dia 20 de Junho, com o tema 'O Pêro' e os padrinhos Paulo Sousa (dos 4 Litro) e Aparecida Jardim.
Fonte: DN
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Acabar com a inf(t)erioridade
"Sucesso do clube mostrou que as pessoas da Ponta do Pargo são tão boas como outras"
Data: 20-05-2009
Mais que os sucessos desportivos é outro o orgulho de Gilberto Garrido na Associação Desportiva e Cultural da Ponta do Pargo, que vai completar dez anos em Julho. "Unimos as pessoas da freguesia e do concelho e fizemo-las consciencializarem-se que não são inferiores aos outros por serem de uma zona rural".
Para o único presidente que o clube conheceu até à data "a interioridade da freguesia causava um sentimento de inferioridade. Somos a freguesia mais distante do Funchal" diz, recordando que quando o clube nasceu "alguns atletas tinham dificuldades em vestir a nossa camisola. Até se contavam anedotas sobre a Ponta do Pargo...".
Uma década transcorrida a situação é completamente diferente com o desporto a desempenhar um lugar central nessa mudança. "Mostrámos que somos tão bons como os outros e, numa terra tão pequenina como a Ponta do Pargo, conseguimos fazer um clube com a dinâmica, dimensão e resultados que já alcançámos", afirma.
Um motivo de orgulho
Tanto assim que a ADC Ponta do Pargo é "respeitada" hoje em dia a nível regional e nacional e "muito conhecida" a nível europeu.
Por isso, aponta o clube como "um motivo de orgulho" para as pessoas da freguesia. "Hoje em dia não têm vergonha de dizer que são da Ponta do Pargo. Se havia um sentimento de inferioridade, está ultrapassado".
Grande trabalho de promoção
Gilberto Garrido faz questão também de relevar "o grande trabalho de promoção da Calheta e Madeira" que é feito sempre que a equipa se desloca ao estrangeiro para participar em competições europeias de ténis-de-mesa. "Levamos sempre uma comitiva oficial e somos recebidos pelos embaixadores ou cônsules de Portugal das terras que visitamos. Tentamos sempre que reunam os portugueses e madeirenses que lá vivem que nos apoiam com entusiasmo".
Isto só é possível com o apoio da Câmara da Calheta, IDRAM e Juntas de Freguesia do concelho, o que só por si, alega, faz com que o Ponta do Pargo seja um clube diferente a nível nacional. "Fazemos nosso o sonho dos outros e com que sintam que fazem parte do nosso projecto".
Esta promoção da freguesia e do concelho também acontece a nível interno. Como o clube tem duas equipas a competir na I Divisão nacional - uma masculina e outra feminina - a Ponta do Pargo "é visitada todas as épocas por quinze ou mais equipas de várias zonas do país, de Mirandela aos Açores".
Diferendos são passado
Diferendos com clubes do concelho, como os que vieram em tempos a público, são agora coisas do passado. Gilberto Garrido garante ter "um bom relacionamento com todos", isto depois de um acerto de estratégia de forma a "cada um ter as suas modalidades" e anuncia uma parceria com os Prazeres no badminton como "uma boa referência da colaboração entre os dois clubes".
Fonte: DN
Data: 20-05-2009
Mais que os sucessos desportivos é outro o orgulho de Gilberto Garrido na Associação Desportiva e Cultural da Ponta do Pargo, que vai completar dez anos em Julho. "Unimos as pessoas da freguesia e do concelho e fizemo-las consciencializarem-se que não são inferiores aos outros por serem de uma zona rural".
Para o único presidente que o clube conheceu até à data "a interioridade da freguesia causava um sentimento de inferioridade. Somos a freguesia mais distante do Funchal" diz, recordando que quando o clube nasceu "alguns atletas tinham dificuldades em vestir a nossa camisola. Até se contavam anedotas sobre a Ponta do Pargo...".
Uma década transcorrida a situação é completamente diferente com o desporto a desempenhar um lugar central nessa mudança. "Mostrámos que somos tão bons como os outros e, numa terra tão pequenina como a Ponta do Pargo, conseguimos fazer um clube com a dinâmica, dimensão e resultados que já alcançámos", afirma.
Um motivo de orgulho
Tanto assim que a ADC Ponta do Pargo é "respeitada" hoje em dia a nível regional e nacional e "muito conhecida" a nível europeu.
Por isso, aponta o clube como "um motivo de orgulho" para as pessoas da freguesia. "Hoje em dia não têm vergonha de dizer que são da Ponta do Pargo. Se havia um sentimento de inferioridade, está ultrapassado".
Grande trabalho de promoção
Gilberto Garrido faz questão também de relevar "o grande trabalho de promoção da Calheta e Madeira" que é feito sempre que a equipa se desloca ao estrangeiro para participar em competições europeias de ténis-de-mesa. "Levamos sempre uma comitiva oficial e somos recebidos pelos embaixadores ou cônsules de Portugal das terras que visitamos. Tentamos sempre que reunam os portugueses e madeirenses que lá vivem que nos apoiam com entusiasmo".
Isto só é possível com o apoio da Câmara da Calheta, IDRAM e Juntas de Freguesia do concelho, o que só por si, alega, faz com que o Ponta do Pargo seja um clube diferente a nível nacional. "Fazemos nosso o sonho dos outros e com que sintam que fazem parte do nosso projecto".
Esta promoção da freguesia e do concelho também acontece a nível interno. Como o clube tem duas equipas a competir na I Divisão nacional - uma masculina e outra feminina - a Ponta do Pargo "é visitada todas as épocas por quinze ou mais equipas de várias zonas do país, de Mirandela aos Açores".
Diferendos são passado
Diferendos com clubes do concelho, como os que vieram em tempos a público, são agora coisas do passado. Gilberto Garrido garante ter "um bom relacionamento com todos", isto depois de um acerto de estratégia de forma a "cada um ter as suas modalidades" e anuncia uma parceria com os Prazeres no badminton como "uma boa referência da colaboração entre os dois clubes".
Fonte: DN
terça-feira, 19 de maio de 2009
"Era bom que aparecesse mais" à Ponta do concelho
Na Ponta do Pargo o presidente da Junta garante haver boas relações com a Câmara da Calheta, mas reconhece que elas não passam muito por Manuel Baeta. João Guilhermino explica que a Junta lida mais com os vereadores, consoante o assunto em questão. Mas, questionado directamente se não gostaria de ver mais o presidente da Câmara pelo Oeste do concelho, em particular na sua freguesia, o responsável da Junta é claro: "Era bom. Eu acho que sim. Era bom que aparecesse mais".
No entanto, a Ponta do Pargo tem apoios camarários semelhantes aos das outras freguesias. A Câmara da Calheta não dá apoio financeiro, apenas ajudas materiais. Por isso, financeiramente a freguesia vive apenas do que recebe do Fundo de Financiamento de Freguesias, directamente do Estado.
A limitação não permite a instituição fazer mais do que já faz, garante o presidente. Mas gostaria de poder, essencialmente no que respeita a pequenas obras e à ajuda directa às pessoas. Esta é pequena, mas cada vez mais procurada. João Guilhermino diz haver gente à espera que a Junta tenha disponibilidade financeira para as ajudar. Agora são apoiadas umas pessoas, em breve serão outras, garante.
É uma freguesia onde crescem as dificuldades. Estruturalmente devido ao envelhecimento das populações e conjunturalmente devido "à crise", como já vai sendo moda dizer-se. A verdade é que muitas pessoas têm sido lançadas no desemprego e a Junta de Freguesia é uma das entidades a que recorrem.
Continuidade por decidir
O presidente da Junta ainda não sabe se vai continuar no cargo que ocupa há dois mandatos. João Guilhermino vem do PP, por quem se candidatou à Ponta do Pargo, mas esse não é assunto que venha à conversa. Do que se fala é do futuro. Sobre isso, o autarca diz não haver convite por parte do partido, nem reflexão da sua parte, mas admite que "não há impedimento" legal, a que se volte a candidatar.
À abertura para a continuidade não será alheio o bom relacionamento que há com a oposição. Facto confirmado pelo presidente e por Manuel Gouveia, seu principal adversário nas autárquicas de 2005.
Como nota João Guilhermino, "uma cabeça só não pensa tudo". Daí a atenção dada aos seus adversários políticos, de quem recebe e a quem dá sugestões, num entendimento "a favor da freguesia", garante.
Já Manuel Gouveia não é tão entusiasta quando fala do entendimento. Confirma as boas relações, mas só "às vezes" é que as suas sugestões são aceites pela maioria laranja. É, ainda assim, o próprio que reconhece que não são aceites outras por a Junta, muitas vezes, não ter disponibilidade financeira para as acolher.
Via expresso e golfe
São as duas infra-estruturas mais desejadas pelas partes políticas e pelo povo na rua, apesar de alguns receios.
Tanto João Guilhermino como Manuel Gouveia anseiam pela chegada da via expresso. Algo prometido para o próximo ano. O desejo de infra-estruturas da responsabilidade pública alarga-se ao anunciado campo de golfe.
Os dois investimentos são vistos com benéficos ao futuro da freguesia, essencialmente pelo emprego que poderão promover. O primeiro por levar mais gente à Ponta do Pargo, o segundo pela criação directa de postos de trabalho.
Ainda assim, há quem receie um incremento do crime. Pois a estrada que serve quem beneficia a freguesia também serve os mal-intencionados. Mas o presidente da Junta acredita que os benefícios suplantarão em muito os malefícios.
Bomba de gasolina
Outro dos investimento generalizadamente pedidos é da responsabilidade de privados. Uma bomba de gasolina faz falta. As mais próximas estão na Calheta e no Porto Moniz.
Às vezes os turistas mais desprevenidos param para perguntar onde abastecer, mas não têm alternativa senão tentar chegar a um dos dois locais referidos. O problema maior é de quem tem de sair da freguesia de propósito para ir abastecer o automóvel.
A situação deverá mudar se se confirmar a construção de um posto de abastecimento na freguesia vizinha da Fajã da Ovelha. Deverá ser junto à via expresso.
Junta já foi do CDS/PP
Na freguesia da Ponta do Pargo é um dos locais onde o PSD parece ter seguido a velha máxima: 'Se não os podes vencer, junta-te a eles'.
A freguesia é uma das que, em todo o concelho da Calheta, já foram governadas pelo CDS/PP. Em 1997 os 'populares' obtiveram 48,4 por cento dos votos, contra 47,6 alcançados pelo PSD. Uma diferença de apenas seis votos que deu a governação da autarquia aos 'populares'.
Em 2001, o PP concorreu coligado com o PS e perdeu o que havia conquistado quatro anos antes. A vitória, com 52,2 por cento dos votos, sorriu ao PSD que apresentou o actual presidente da Junta. Mas, também ele, proveniente do PP.
Em 2005, a vitória repetiu-se já com uma maioria um pouco menor. Os 390 votos de 2001 passaram para 360 em 2005.
A freguesia é pouco habitada. Em 2001 foram contabilizados 1.145 residentes. Nas eleições de 2005 estavam inscritos nos cadernos eleitorais 1.113 eleitores. No final de 2008 esse número ascendia a 1.281. Uma subida explicada, como em quase todas as outras freguesias, pelo recenseamento automático, em vigor desde o ano passado.
De 1976 a 1993 as vitórias foram invariavelmente dos social-democratas, com o resultado mais elevado, 71,1 por cento, a ser alcançado duas vezes, em 1979 e 1985.
Quanto ao futuro, o duelo entre João Guilhermino e Manuel Gouveia é incerto. Se o presidente da Junta lembra não haver impedimento legal à sua recandidatura, o eleito do PP diz que "talvez não" se candidate. Mas ainda há reuniões... Como avalia a acção da Junta?
Ermelinda Alves
O senhor é muito bom. Vejo muitos caminhos que estavam arrebentados e ele ajudou a arranjar. E atende muito bem a gente. Não tenho razão de queixa.
Cirilo Gouveia
Temos um bom presidente. Não pode é fazer aquilo que quer fazer, não tem meios.
Maria Sousa
Para mim está tudo bom. Também nunca precisei, agora quem precisou e não foi servido isso já é outra conversa. Eu cá para mim não tenho razão de queixa.
Fonte: DN
No entanto, a Ponta do Pargo tem apoios camarários semelhantes aos das outras freguesias. A Câmara da Calheta não dá apoio financeiro, apenas ajudas materiais. Por isso, financeiramente a freguesia vive apenas do que recebe do Fundo de Financiamento de Freguesias, directamente do Estado.
A limitação não permite a instituição fazer mais do que já faz, garante o presidente. Mas gostaria de poder, essencialmente no que respeita a pequenas obras e à ajuda directa às pessoas. Esta é pequena, mas cada vez mais procurada. João Guilhermino diz haver gente à espera que a Junta tenha disponibilidade financeira para as ajudar. Agora são apoiadas umas pessoas, em breve serão outras, garante.
É uma freguesia onde crescem as dificuldades. Estruturalmente devido ao envelhecimento das populações e conjunturalmente devido "à crise", como já vai sendo moda dizer-se. A verdade é que muitas pessoas têm sido lançadas no desemprego e a Junta de Freguesia é uma das entidades a que recorrem.
Continuidade por decidir
O presidente da Junta ainda não sabe se vai continuar no cargo que ocupa há dois mandatos. João Guilhermino vem do PP, por quem se candidatou à Ponta do Pargo, mas esse não é assunto que venha à conversa. Do que se fala é do futuro. Sobre isso, o autarca diz não haver convite por parte do partido, nem reflexão da sua parte, mas admite que "não há impedimento" legal, a que se volte a candidatar.
À abertura para a continuidade não será alheio o bom relacionamento que há com a oposição. Facto confirmado pelo presidente e por Manuel Gouveia, seu principal adversário nas autárquicas de 2005.
Como nota João Guilhermino, "uma cabeça só não pensa tudo". Daí a atenção dada aos seus adversários políticos, de quem recebe e a quem dá sugestões, num entendimento "a favor da freguesia", garante.
Já Manuel Gouveia não é tão entusiasta quando fala do entendimento. Confirma as boas relações, mas só "às vezes" é que as suas sugestões são aceites pela maioria laranja. É, ainda assim, o próprio que reconhece que não são aceites outras por a Junta, muitas vezes, não ter disponibilidade financeira para as acolher.
Via expresso e golfe
São as duas infra-estruturas mais desejadas pelas partes políticas e pelo povo na rua, apesar de alguns receios.
Tanto João Guilhermino como Manuel Gouveia anseiam pela chegada da via expresso. Algo prometido para o próximo ano. O desejo de infra-estruturas da responsabilidade pública alarga-se ao anunciado campo de golfe.
Os dois investimentos são vistos com benéficos ao futuro da freguesia, essencialmente pelo emprego que poderão promover. O primeiro por levar mais gente à Ponta do Pargo, o segundo pela criação directa de postos de trabalho.
Ainda assim, há quem receie um incremento do crime. Pois a estrada que serve quem beneficia a freguesia também serve os mal-intencionados. Mas o presidente da Junta acredita que os benefícios suplantarão em muito os malefícios.
Bomba de gasolina
Outro dos investimento generalizadamente pedidos é da responsabilidade de privados. Uma bomba de gasolina faz falta. As mais próximas estão na Calheta e no Porto Moniz.
Às vezes os turistas mais desprevenidos param para perguntar onde abastecer, mas não têm alternativa senão tentar chegar a um dos dois locais referidos. O problema maior é de quem tem de sair da freguesia de propósito para ir abastecer o automóvel.
A situação deverá mudar se se confirmar a construção de um posto de abastecimento na freguesia vizinha da Fajã da Ovelha. Deverá ser junto à via expresso.
Junta já foi do CDS/PP
Na freguesia da Ponta do Pargo é um dos locais onde o PSD parece ter seguido a velha máxima: 'Se não os podes vencer, junta-te a eles'.
A freguesia é uma das que, em todo o concelho da Calheta, já foram governadas pelo CDS/PP. Em 1997 os 'populares' obtiveram 48,4 por cento dos votos, contra 47,6 alcançados pelo PSD. Uma diferença de apenas seis votos que deu a governação da autarquia aos 'populares'.
Em 2001, o PP concorreu coligado com o PS e perdeu o que havia conquistado quatro anos antes. A vitória, com 52,2 por cento dos votos, sorriu ao PSD que apresentou o actual presidente da Junta. Mas, também ele, proveniente do PP.
Em 2005, a vitória repetiu-se já com uma maioria um pouco menor. Os 390 votos de 2001 passaram para 360 em 2005.
A freguesia é pouco habitada. Em 2001 foram contabilizados 1.145 residentes. Nas eleições de 2005 estavam inscritos nos cadernos eleitorais 1.113 eleitores. No final de 2008 esse número ascendia a 1.281. Uma subida explicada, como em quase todas as outras freguesias, pelo recenseamento automático, em vigor desde o ano passado.
De 1976 a 1993 as vitórias foram invariavelmente dos social-democratas, com o resultado mais elevado, 71,1 por cento, a ser alcançado duas vezes, em 1979 e 1985.
Quanto ao futuro, o duelo entre João Guilhermino e Manuel Gouveia é incerto. Se o presidente da Junta lembra não haver impedimento legal à sua recandidatura, o eleito do PP diz que "talvez não" se candidate. Mas ainda há reuniões... Como avalia a acção da Junta?
Ermelinda Alves
O senhor é muito bom. Vejo muitos caminhos que estavam arrebentados e ele ajudou a arranjar. E atende muito bem a gente. Não tenho razão de queixa.
Cirilo Gouveia
Temos um bom presidente. Não pode é fazer aquilo que quer fazer, não tem meios.
Maria Sousa
Para mim está tudo bom. Também nunca precisei, agora quem precisou e não foi servido isso já é outra conversa. Eu cá para mim não tenho razão de queixa.
Fonte: DN
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Fotografias subaquáticas no Centro Cívico
'Fotos Subaquáticas' é o tema da exposição, da autoria do fotógrafo madeirense Artur Silva, que decorre até ao fim deste mês na Associação Desportiva e Cultural da Ponta do Pargo.
Outras duas exposições estão previstas até ao final do ano: uma de pintura, da artista Lurdes Ferro, que será inaugurada em Junho, e outra sobre Henrique e Francisco Franco.
Esta última, ainda em fase de projecto, deverá ser realizada em Outubro, por ocasião do aniversário do nascimento de Francisco Franco. Incluirá imagens sobre as obras dos dois artistas e aspectos biográficos e cronológicos. Contará com o apoio do Museu Henrique e Francisco Franco. O presidente da ADC Ponta do Pargo, Gilberto Garrido, diz que algumas das exposições realizadas são solicitadas a outras instituições e outras são por iniciativa própria da associação.
Fonte: DN
Outras duas exposições estão previstas até ao final do ano: uma de pintura, da artista Lurdes Ferro, que será inaugurada em Junho, e outra sobre Henrique e Francisco Franco.
Esta última, ainda em fase de projecto, deverá ser realizada em Outubro, por ocasião do aniversário do nascimento de Francisco Franco. Incluirá imagens sobre as obras dos dois artistas e aspectos biográficos e cronológicos. Contará com o apoio do Museu Henrique e Francisco Franco. O presidente da ADC Ponta do Pargo, Gilberto Garrido, diz que algumas das exposições realizadas são solicitadas a outras instituições e outras são por iniciativa própria da associação.
Fonte: DN
'Grupo de Cantigas' actuou ontem na Ilha
O Grupo Instrumental e de Cantigas Norte e Sul, da Casa do Povo da Ponta do Pargo, actuou ontem na VIII Exposição Regional do Limão, que se realizou na freguesia da Ilha.
Constituído por 12 elementos, foi convidado recentemente para um intercâmbio com um grupo musical de Saragoça. A presidente da Casa do Povo, Maria do Rosário, confirma que foram pedidos alguns apoios nesse sentido. Considera que a deslocação, em Julho, à cidade espanhola, seria positiva e constituiria um incentivo para os elementos do grupo, atendendo ao tempo que despendem nos ensaios. Na Casa do Povo funciona também um espaço multimédia, frequentado pelos jovens e população em geral. Um grupo de danças latinas está também a dar os primeiros passos. Este organismo faculta ainda apoio aos centros de dia, por altura de festividades, e à escola da localidade, diz a responsável. Neste momento, decorre na Casa do Povo um curso de pintura e artes decorativas. Recentemente, terminou uma formação sobre iniciação à informática.
"Realizamos também exposições com a Associação Desportiva e Cultural. Na Ponta do Pargo, somos tão poucos que não estamos de costas voltadas, mas em conjunto", conclui.
Fonte: DN
Constituído por 12 elementos, foi convidado recentemente para um intercâmbio com um grupo musical de Saragoça. A presidente da Casa do Povo, Maria do Rosário, confirma que foram pedidos alguns apoios nesse sentido. Considera que a deslocação, em Julho, à cidade espanhola, seria positiva e constituiria um incentivo para os elementos do grupo, atendendo ao tempo que despendem nos ensaios. Na Casa do Povo funciona também um espaço multimédia, frequentado pelos jovens e população em geral. Um grupo de danças latinas está também a dar os primeiros passos. Este organismo faculta ainda apoio aos centros de dia, por altura de festividades, e à escola da localidade, diz a responsável. Neste momento, decorre na Casa do Povo um curso de pintura e artes decorativas. Recentemente, terminou uma formação sobre iniciação à informática.
"Realizamos também exposições com a Associação Desportiva e Cultural. Na Ponta do Pargo, somos tão poucos que não estamos de costas voltadas, mas em conjunto", conclui.
Fonte: DN
Aproximar culturalmente a cidade do campo
Exposições, conferências, sessões de cinema, teatro, música e recolha de tradições são iniciativas culturais que a Associação Desportiva e Cultural da Ponta do Pargo (ADCPP) promove ao longo do ano.
A completar dez anos de existência, a associação "teve desde início, e além do desporto, preocupações culturais e sociais", diz o presidente da instituição, Gilberto Garrido.
"Estamos a colaborar para fazer com que a população da Ponta do Pargo esteja mais perto da cidade e não tenha que viver nela para usufruir de bens culturais", acrescenta o responsável.
Essa preocupação e esse trabalho teve maior visibilidade - conforme adianta - a partir do momento em que foi inaugurado, em 2006, o Centro Cívico. As novas condições "permitiram que ficássemos mais à vontade para desenvolver um conjunto de actividades".
Uma vez por mês, a associação mostra um filme com apoio do Inatel, uma iniciativa que tem beneficiado os utentes dos dois centros de dia que existem na freguesia.
Para o dia 1 de Junho, Dia da Criança, está marcada uma sessão de cinema destinada às crianças e que contará com a presença do fotógrafo Artur Silva, cuja exposição decorre no Centro Cívico (ver texto em baixo).
A recuperação das tradições é também uma aposta da associação, nomeadamente os jogos tradicionais e o 'Cantar dos Reis'. Para Gilberto Garrido, o trabalho desenvolvido na ADCPP "é um desafio aliciante". "Sentimos que, com o nosso esforço e dedicação, estamos a construir algo importante numa freguesia rural e vemos o fruto do nosso trabalho quando temos uma sala cheia para assistir a uma peça de teatro ou a um concerto", afirma.
É com satisfação que a associação vê a população da freguesia "a visitar as exposições e a apreciar os trabalhos expostos", acrescenta o responsável. "Num meio onde a oferta não é muita, o que nós fazemos é estimado pelas pessoas. Sentem que estamos a puxar a cidade para o campo. Estamos a colaborar para que estejam mais perto da cidade. Isso é importante e algumas vezes mal entendido por quem devia ajudar e não ajuda. Mas essas dificuldades dão-nos mais entusiasmo para lutar pela nossa terra. Gilberto Garrido salienta que a ADCPP nunca quis ser um clube unicamente desportivo. "Sentimos que tem obrigação de dar à freguesia o que algumas instituições deviam dar e não dão. Vivemos na freguesia mais distante e sentimos que, às vezes, falta alguma sensibilidade para levar aos locais mais longínquos o acesso à cultura e aos bens culturais . É isso que estamos a fazer".
A associação trabalha "em consonância com a Casa do Povo, com a Junta de Freguesia e também com algum apoio da Câmara e da DRAC, que nos ajuda imenso", conclui Gilberto Garrido.
Fonte: DN
A completar dez anos de existência, a associação "teve desde início, e além do desporto, preocupações culturais e sociais", diz o presidente da instituição, Gilberto Garrido.
"Estamos a colaborar para fazer com que a população da Ponta do Pargo esteja mais perto da cidade e não tenha que viver nela para usufruir de bens culturais", acrescenta o responsável.
Essa preocupação e esse trabalho teve maior visibilidade - conforme adianta - a partir do momento em que foi inaugurado, em 2006, o Centro Cívico. As novas condições "permitiram que ficássemos mais à vontade para desenvolver um conjunto de actividades".
Uma vez por mês, a associação mostra um filme com apoio do Inatel, uma iniciativa que tem beneficiado os utentes dos dois centros de dia que existem na freguesia.
Para o dia 1 de Junho, Dia da Criança, está marcada uma sessão de cinema destinada às crianças e que contará com a presença do fotógrafo Artur Silva, cuja exposição decorre no Centro Cívico (ver texto em baixo).
A recuperação das tradições é também uma aposta da associação, nomeadamente os jogos tradicionais e o 'Cantar dos Reis'. Para Gilberto Garrido, o trabalho desenvolvido na ADCPP "é um desafio aliciante". "Sentimos que, com o nosso esforço e dedicação, estamos a construir algo importante numa freguesia rural e vemos o fruto do nosso trabalho quando temos uma sala cheia para assistir a uma peça de teatro ou a um concerto", afirma.
É com satisfação que a associação vê a população da freguesia "a visitar as exposições e a apreciar os trabalhos expostos", acrescenta o responsável. "Num meio onde a oferta não é muita, o que nós fazemos é estimado pelas pessoas. Sentem que estamos a puxar a cidade para o campo. Estamos a colaborar para que estejam mais perto da cidade. Isso é importante e algumas vezes mal entendido por quem devia ajudar e não ajuda. Mas essas dificuldades dão-nos mais entusiasmo para lutar pela nossa terra. Gilberto Garrido salienta que a ADCPP nunca quis ser um clube unicamente desportivo. "Sentimos que tem obrigação de dar à freguesia o que algumas instituições deviam dar e não dão. Vivemos na freguesia mais distante e sentimos que, às vezes, falta alguma sensibilidade para levar aos locais mais longínquos o acesso à cultura e aos bens culturais . É isso que estamos a fazer".
A associação trabalha "em consonância com a Casa do Povo, com a Junta de Freguesia e também com algum apoio da Câmara e da DRAC, que nos ajuda imenso", conclui Gilberto Garrido.
Fonte: DN
domingo, 17 de maio de 2009
Desemprego preocupa na Ponta do Pargo
A falta de obras na construção civil, responsável por grande parte do emprego na freguesia, fez aumentar o desemprego e a aflição junto de muitas famílias.
Data: 17-05-2009
São cerca de 60 os quilómetros que separam a freguesia da Ponta do Pargo do principal centro urbano da Madeira, mas a distância não se contabiliza apenas no tempo percorrido na estrada. Ela acentua-se nas diferentes oportunidades de trabalho, nas dificuldades acrescidas pela ruralidade e, agora, pela crise que parece não poupar ninguém, mesmo aqueles que vivem nos locais mais recônditos.
João Jardim, de 44 anos, está há seis meses desempregado, o mesmo tempo que o amigo Alberto Ornelas, com apenas mais um ano de idade. A eles juntam-se Luís Gouveia, de 24, Gabriel Abreu, de 36, e António Rodrigues, de 45. Todos eles inscritos no Instituto de Emprego da Madeira, desde Dezembro passado, e trabalhadores da construção civil. Só da empresa para a qual trabalhava António Rodrigues ficaram sem emprego cerca de 30 pessoas.
Nas horas que antes eram ocupadas no trabalho, João Jardim e Alberto Ornelas trocam palavras com o dono do bar/mercearia da Malta, onde o filho, também desempregado da construção civil, aproveita para dar uma ajuda ao pai, na companhia da mulher, que está em vias de começar num novo emprego.
Com uma filha de três anos, este casal sobrevive com a ajuda dos familiares e com o apoio que ainda chega do subsídio de desemprego. Contudo, esta não é uma garantia para o futuro. Ana Silva, um ano mais nova do que o marido, Luís Gouveia, sublinha que a vaga que agora surgiu é para curta duração, sem grandes perspectivas ao nível de alguma estabilidade financeira. Já Luís Gouveia continua à espera que apareça trabalho, partilhando desabafos com os amigos que também se encontram desempregados. A alguns metros de distância, Gabriel Abreu e António Rodrigues aproveitam o tempo para dar uma ajuda na colheita da cenoura. A situação actual de desemprego preocupa, mas António Rodrigues teme, sobretudo, o futuro. O subsídio de desemprego não dura para sempre e a falta de obras na construção civil tem vindo a acentuar-se. É, por isso, que a construção do campo de golfe é aguardada com expectativa. Porém, é com algum desânimo que aqueles que vêem naquela infra-estrutura uma oportunidade de trabalho assistem ao atraso da obra, da responsabilidade da Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste.
Inicialmente prevista para o Verão de 2008, sabe-se, agora, que não deverá ficar concluída antes de 2010, mas não existem ainda movimentações no terreno para o seu início. Quem vive na Ponta do Pargo fala em falta de verbas para avançar com os trabalhos, a mesma razão que estará na origem do abrandamento do ritmo da construção da via-expresso, a qual aproximará a freguesia da sede de concelho e também de outros destinos e facilitará as deslocações para quem não quer abandonar a terra onde nasceu, mas precisa de encontrar novas oportunidades de trabalho para além dos seus 22 quilómetros quadrados.
No Bar da Malta fala-se nos pequenos roubos de animais domésticos e produtos da terra. Tudo por causa das dificuldades que atravessam algumas famílias. "Há muita pobreza envergonhada na Ponta do Pargo", sublinha o pai de Luís Gouveia, que distrai as horas vagas, da profissão de taxista e do bar, para montar pequenos sistemas movidos pela força do vento. Garante que se passam dias sem fazer um único serviço de táxi, cada vez mais reservado às situações de emergência. Noutros tempos, em que os autocarros eram menos frequentes, chegava a fazer dois a três deslocações por dia ao Funchal. Isso há mais de 10 anos.
Escola só para Pré e 1.º Ciclo
Apesar da sua ruralidade, a Ponta do Pargo possui algumas infra-estruturas de apoio à população. No Centro Cívico, o qual se destaca, pela sua arquitectura, dos traços tradicionais de grande parte das construções, funciona o centro de saúde, que dispõe de serviços de atendimento e de prestação de cuidados médicos. Num outro edifício contíguo, localizam-se as instalações da Junta de Freguesia, da Casa do Povo, do Centro de Dia e dos Serviços de Acção Social e Segurança Social e também dos CTT. Ao nível da Educação e Desporto, há a Associação Desportiva e Cultural e a Escola Básica de 1.ºCiclo com Pré-Escolar. Existem também dois bancos com duas caixas ATM.
Depois do 1.º ciclo, a continuidade dos estudos faz-se na Escola Raposeira, a qual recebe as crianças das localidades das redondezas, até ao 9.º ano. Depois, só na Calheta.
Já a polícia fica a 21 quilómetros de distância tanto para o lado da Calheta como do Porto Moniz. "Para ver a polícia só se alguém cair numa levada", afirma o dono do Bar da Malta.
Com 1.145 habitantes e 2.200 hectares de área, a freguesia da Ponta do Pargo fica a cerca de uma hora de carro do Funchal e quase 30 minutos da sede do concelho.
Segundo a informação veiculada pela página oficial da Câmara Municipal da Calheta, não é conhecido o ano preciso da sua criação, mas os historiadores apontam para que ela tenha sido anterior a 1560. A origem do nome é explicada por Gaspar Frutuoso nome e reporta-se a um acontecimento. Quando os descobridores andavam a desvendar a costa, no batel de Severo Afonso, chegados àquela zona, pescaram um peixe de grande dimensão, semelhante ao pargo. Passou, assim, a ser designada por Ponta do Pargo.
Além das festas religiosas, a freguesia tem como principal chamariz de forasteiros a Festa do Pêro.
Os dados estatísticos sobre as faixas etárias não são fáceis de encontrar, mas, mesmo sem o rigor dos números, não é difícil perceber que se trata de uma população envelhecida. Ana Silva sublinha que os jovens tentam procurar oportunidades nos centros mais urbanos ou no estrangeiro, em particular na Inglaterra.
A este propósito, é de reter um dado curioso trazido pelo Elucidário Madeirense na descrição da Ponta do Pargo. As referências históricas são complementadas com os Censos de 1911, que apontam para os 2.546 habitantes, ou seja, mais do dobro da população actual.
1.145
É o número de habitantes da freguesia da Ponta do Pargo, de acordo com os Censos de 2001. Curiosamente, menos de metade do que aqueles que eram assinalados nos Censos de 1911.
Data: 17-05-2009
São cerca de 60 os quilómetros que separam a freguesia da Ponta do Pargo do principal centro urbano da Madeira, mas a distância não se contabiliza apenas no tempo percorrido na estrada. Ela acentua-se nas diferentes oportunidades de trabalho, nas dificuldades acrescidas pela ruralidade e, agora, pela crise que parece não poupar ninguém, mesmo aqueles que vivem nos locais mais recônditos.
João Jardim, de 44 anos, está há seis meses desempregado, o mesmo tempo que o amigo Alberto Ornelas, com apenas mais um ano de idade. A eles juntam-se Luís Gouveia, de 24, Gabriel Abreu, de 36, e António Rodrigues, de 45. Todos eles inscritos no Instituto de Emprego da Madeira, desde Dezembro passado, e trabalhadores da construção civil. Só da empresa para a qual trabalhava António Rodrigues ficaram sem emprego cerca de 30 pessoas.
Nas horas que antes eram ocupadas no trabalho, João Jardim e Alberto Ornelas trocam palavras com o dono do bar/mercearia da Malta, onde o filho, também desempregado da construção civil, aproveita para dar uma ajuda ao pai, na companhia da mulher, que está em vias de começar num novo emprego.
Com uma filha de três anos, este casal sobrevive com a ajuda dos familiares e com o apoio que ainda chega do subsídio de desemprego. Contudo, esta não é uma garantia para o futuro. Ana Silva, um ano mais nova do que o marido, Luís Gouveia, sublinha que a vaga que agora surgiu é para curta duração, sem grandes perspectivas ao nível de alguma estabilidade financeira. Já Luís Gouveia continua à espera que apareça trabalho, partilhando desabafos com os amigos que também se encontram desempregados. A alguns metros de distância, Gabriel Abreu e António Rodrigues aproveitam o tempo para dar uma ajuda na colheita da cenoura. A situação actual de desemprego preocupa, mas António Rodrigues teme, sobretudo, o futuro. O subsídio de desemprego não dura para sempre e a falta de obras na construção civil tem vindo a acentuar-se. É, por isso, que a construção do campo de golfe é aguardada com expectativa. Porém, é com algum desânimo que aqueles que vêem naquela infra-estrutura uma oportunidade de trabalho assistem ao atraso da obra, da responsabilidade da Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste.
Inicialmente prevista para o Verão de 2008, sabe-se, agora, que não deverá ficar concluída antes de 2010, mas não existem ainda movimentações no terreno para o seu início. Quem vive na Ponta do Pargo fala em falta de verbas para avançar com os trabalhos, a mesma razão que estará na origem do abrandamento do ritmo da construção da via-expresso, a qual aproximará a freguesia da sede de concelho e também de outros destinos e facilitará as deslocações para quem não quer abandonar a terra onde nasceu, mas precisa de encontrar novas oportunidades de trabalho para além dos seus 22 quilómetros quadrados.
No Bar da Malta fala-se nos pequenos roubos de animais domésticos e produtos da terra. Tudo por causa das dificuldades que atravessam algumas famílias. "Há muita pobreza envergonhada na Ponta do Pargo", sublinha o pai de Luís Gouveia, que distrai as horas vagas, da profissão de taxista e do bar, para montar pequenos sistemas movidos pela força do vento. Garante que se passam dias sem fazer um único serviço de táxi, cada vez mais reservado às situações de emergência. Noutros tempos, em que os autocarros eram menos frequentes, chegava a fazer dois a três deslocações por dia ao Funchal. Isso há mais de 10 anos.
Escola só para Pré e 1.º Ciclo
Apesar da sua ruralidade, a Ponta do Pargo possui algumas infra-estruturas de apoio à população. No Centro Cívico, o qual se destaca, pela sua arquitectura, dos traços tradicionais de grande parte das construções, funciona o centro de saúde, que dispõe de serviços de atendimento e de prestação de cuidados médicos. Num outro edifício contíguo, localizam-se as instalações da Junta de Freguesia, da Casa do Povo, do Centro de Dia e dos Serviços de Acção Social e Segurança Social e também dos CTT. Ao nível da Educação e Desporto, há a Associação Desportiva e Cultural e a Escola Básica de 1.ºCiclo com Pré-Escolar. Existem também dois bancos com duas caixas ATM.
Depois do 1.º ciclo, a continuidade dos estudos faz-se na Escola Raposeira, a qual recebe as crianças das localidades das redondezas, até ao 9.º ano. Depois, só na Calheta.
Já a polícia fica a 21 quilómetros de distância tanto para o lado da Calheta como do Porto Moniz. "Para ver a polícia só se alguém cair numa levada", afirma o dono do Bar da Malta.
Com 1.145 habitantes e 2.200 hectares de área, a freguesia da Ponta do Pargo fica a cerca de uma hora de carro do Funchal e quase 30 minutos da sede do concelho.
Segundo a informação veiculada pela página oficial da Câmara Municipal da Calheta, não é conhecido o ano preciso da sua criação, mas os historiadores apontam para que ela tenha sido anterior a 1560. A origem do nome é explicada por Gaspar Frutuoso nome e reporta-se a um acontecimento. Quando os descobridores andavam a desvendar a costa, no batel de Severo Afonso, chegados àquela zona, pescaram um peixe de grande dimensão, semelhante ao pargo. Passou, assim, a ser designada por Ponta do Pargo.
Além das festas religiosas, a freguesia tem como principal chamariz de forasteiros a Festa do Pêro.
Os dados estatísticos sobre as faixas etárias não são fáceis de encontrar, mas, mesmo sem o rigor dos números, não é difícil perceber que se trata de uma população envelhecida. Ana Silva sublinha que os jovens tentam procurar oportunidades nos centros mais urbanos ou no estrangeiro, em particular na Inglaterra.
A este propósito, é de reter um dado curioso trazido pelo Elucidário Madeirense na descrição da Ponta do Pargo. As referências históricas são complementadas com os Censos de 1911, que apontam para os 2.546 habitantes, ou seja, mais do dobro da população actual.
1.145
É o número de habitantes da freguesia da Ponta do Pargo, de acordo com os Censos de 2001. Curiosamente, menos de metade do que aqueles que eram assinalados nos Censos de 1911.
Fonte: DN
sábado, 16 de maio de 2009
ADC Ponta do Pargo e ACD São João 1ª Mão do Play-off
No Campeonato Nacional da 1ª Divisão Feminina, as formações da ADC Ponta do Pargo (2ª classificada), ACD São João (3ª) qualificaram-se para esta Fase Final.
Nesta 1ª mão das Meias-finais a ACD São João irá receber a ADC Ponta do Pargo
CAMPEONATO NACIONAL DA 1ª DIVISÃO FEMININA
1ª MÃO DO PLAY-OFF
16/05
15:00
1ª MãoA.C.D. São João /A.D.C. Ponta do Pargo
Elena Li
Pavilhão Gimn. Luís Mendes (Ribeira Brava)
Os encontros referentes à 2ª Mão do Play-off estão agendados para o próximo dia 23 de Maio (Sábado), disputando-se, caso seja necessário, os encontros de desempate no dia seguinte (Domingo, 24 de Maio) no mesmo recinto.
Nesta 1ª mão das Meias-finais a ACD São João irá receber a ADC Ponta do Pargo
CAMPEONATO NACIONAL DA 1ª DIVISÃO FEMININA
1ª MÃO DO PLAY-OFF
16/05
15:00
1ª MãoA.C.D. São João /A.D.C. Ponta do Pargo
Elena Li
Pavilhão Gimn. Luís Mendes (Ribeira Brava)
Os encontros referentes à 2ª Mão do Play-off estão agendados para o próximo dia 23 de Maio (Sábado), disputando-se, caso seja necessário, os encontros de desempate no dia seguinte (Domingo, 24 de Maio) no mesmo recinto.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
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