domingo, 3 de maio de 2009

CONCORDA???? "Blogues e precaridade juntam-se às pressões políticas"


Os blogues e a instabilidade laboral no sector da comunicação social juntam-se às já conhecidas pressões políticas como factores que mais condicionam a liberdade de imprensa neste momento na Madeira. Os jornalistas, sobre quem recai a responsabilidade de assegurar uma informação livre, temem que o medo de perder o emprego possa prejudicar o trabalho que, há anos, sobrevive às pressões dos políticos. E, nesta equação, há ainda um novo dado: a blogoesfera, um espaço de total liberdade, que se permite tecer todos os comentários, mas não admite réplica.

"Julgo que os jornalistas madeirenses serão capazes de resistir as estas ameaças, acho que estão imunes. Afinal, têm 30 anos de experiência". Irónico, Leonel Freitas, director dos centros regionais da RDP e RTP, é o primeiro a admitir que há pressões políticas sobre os jornalistas. "São públicas, os políticos dizem nos discursos, nos artigos de opinião". No alinhamento do telejornal, por exemplo, o partido da maioria quer tanto espaço como o que tem na Assembleia Legislativa. "Só que os critérios jornalísticos não obedecem ao regimento do Parlamento".

Se o partido do poder reclama, a oposição também exige, quer destaque e atenção, exige a presença nas iniciativas que tem. No entanto, os pedidos de cópias de programas para fins judiciais são para formatos de opinião. Os mais recentes pedidos foram para duas edições diferentes do 'Dossier de Imprensa'. "Curiosamente, um programa de opinião de jornalistas". O director da televisão e da rádio públicas ainda não foi convocado para tribunal, mas admite que os processos judiciais podem ser uma forma de pressionar a actividade dos jornalistas.

Sintomático de que, na Madeira, se convive mal com as opiniões diferentes é o sarilho diário que dá o pequeno espaço de opinião da Antena 1, o "Antes da Ordem do Dia'. Leonel Freitas explica que o partido maioritário não gosta, "o que se diz não o que querem ouvir". No entanto, resumir as responsabilidades das pressões ao poder não é certo, nem justo. O director da televisão já foi a tribunal por causa de programas de 'Desporto', mas se Leonel Freitas fala muito das pressões políticas e partidárias, também admite que está a ganhar peso outra forma de pressão: os blogues. "Nesse espaço de toda a liberdade, há comentários ao trabalho dos jornalistas, lançam-se suspeitas à sua dignidade e honra sem qualquer possibilidade de réplica. As reacções são censuradas por quem escreve e administra o blogue".

Mário Gouveia, jornalista da TVI na Madeira, partilha esta opinião, os blogues são uma nova forma de pressão, uma ameaça - às vezes sem rosto - ao trabalho dos jornalistas. "É infernal, criticam, comentam e tecem considerações ao nosso trabalho e não podemos dar resposta. Não é a mesma coisa do que ir na rua e ouvir uma 'boca'. Aí podemos reagir, isto é um inferno, o comentário fica e pode ser lido por milhões de pessoas, mesmo que seja uma difamação".

De sentido prático, o jornalista da TVI entende que os blogues moem, mas não matam e o verdadeiro perigo à liberdade de imprensa está no medo de perder o emprego. O momento é de instabilidade nos órgãos de comunicação social, há notícias de despedimentos e, perante este cenário, Mário Gouveia acredita que muitos podem fazer auto-censura com receio de perder o emprego. "É certo que há pressões do poder, cá e em Lisboa, como se viu recentemente com a TVI e o primeiro-ministro, mas eu acho que a auto-censura é a verdadeira ameaça, quando o jornalista com medo de perder o emprego ou precavendo-se para o futuro corte o que incomoda das notícias".

Não é o único a partilhar esta opinião. Gil Rosa, chefe de redacção da RDP-Madeira, sente que é pelo emprego, pelo salário ao fim do mês que a liberdade de imprensa corre riscos. "O jornalista também tem família, é humano que pense duas vezes antes de dar uma notícia que incomoda. Em última análise, a liberdade de imprensa depende dos jornalistas, se são sérios, se são dignos e encaram a profissão com rigor". De resto, qualquer jornalista deve encarar as pressões como parte do ofício e resistir. Gil Rosa garante que as ameaças nunca tiveram efeito no trabalho, Mário Gouveia acrescenta que as pressões têm o condão de irritar, aguçam a curiosidade do jornalista.

Opinião: A liberdade de imprensa é respeitada?

Mário gouveia, jornalista da tvi
"O que mais me preocupa, muito mais do que as pressões do poder, é a auto-censura que os jornalistas possam fazer com medo de perder o emprego".

Gil Rosa, chefe de redacção da RDP-M
"A principal ameaça à liberdade de imprensa é a crise. Sem estabilidade laboral o trabalho dos jornalistas - que também têm família - está mais condicionado".

Márcio Berenguer, jornalista do Diário
"Quando o presidente do Governo e os deputados têm um discurso agressivo para os media, os cidadãos acabam por achar natural ameaçar e agredir jornalistas".

Fonte: DN

DIA DA MÃE

As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.

À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.

Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.

A maioria das fontes é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.

Segundo Anna Jarvis seria objectivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais activo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.

Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.

A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.

Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 96 anos atrás.

Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.

E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.

Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.

Fonte: http://mulher.sapo.pt/XtA0/432333.html

sábado, 2 de maio de 2009

INFORMAÇÃO: MARCHAS DE SÃO JOÃO

INFORMA-SE A TODOS OS PARTICIPANTES DA MARCHA DE SÃO JOÃO DA PONTA DO

PARGO, QUE SE DIRIJAM A CASA DO POVO DA PONTA DO PARGO NO DIA 8 DE MAIO AS

19H30 PARA QUE A COSTUREIRA TIRE AS MEDIDAS PARA AS ROUPAS.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

ENTREVISTA DE ALCINDO ANDRADE A JOÃO LUIS MENDONÇA - "MADEIRA EM FESTA"



Deixamos aqui o excerto a entrevista de Alcindo Andrade ao programa "Madeira em Festa" , nesta entrevista foram tratados temas como:





  • Histórial do grupo;


  • Motivo de início de grupo;


  • Motivo de escolha deste nome;


  • Músicas abordadas;


  • Internacionalizações;


  • Discografia


  • Projectos futuros;


  • etc...


Poderá ainda ouvir este programa na íntegra na Rádio Calheta amanhã a partir das 8h00 da manhã, ou então numa das seguintes frequências:



RÁDIO GIRÃO 98.4 FM ás SEXTAS, entre as 18 e as 19 horas,
RÁDIO ZARCO 89.6 FM, ás QUINTAS, entre as 11 e as 12 horas,
RÁDIO SOL103.7 FM, aos DOMINGOS, entre as 20.30 e as 21.30 horas,
RÁDIO PALMEIRA 96.1 FM, aos DOMINGOS, entre as 10 e as 11 horas,
RÁDIO CALHETA 98.8 FM, aos SÁBADOS, entre as 08 e as 09 HORAS,
RÁDIO SANTANA 92.5 FM, aos SÁBADOS, entre as 08 e as 09 horas.





quinta-feira, 30 de abril de 2009

10º Torneio Comunidade Foral de Navarra

A convite da Secção de Ténis de Mesa do Clube de Oberena, a Madeira estará presente no 10º Torneio Internacional "Comunidad Foral de Navarra", evento que irá ter lugar no próximo Sábado (2 de Maio) na Cidade de Pamplona (Espanha).
Neste evento, a ter lugar no Pavilhão Polidesportivo de Oberena, serão disputadas provas na vertente de Pares e Singulares, sendo a delegação madeirense constituída por quatro atletas (dois masculinos e dois femininos) e por um treinador.



Na prova feminina, a ser disputada num escalão absoluto, irão participar as atletas Ana Cristina Neves (ADC Ponta do Pargo) e Mariana Gonçalves (CD Garachico). No sector masculino, os atletas Énio Mendes e Vitaly Efimov (ambos do CD São Roque) irão disputar esta competição na vertente de Pares e Singulares, sendo orientados pelo treinador Piotr Skierski (Centro de Treino de Alto Rendimento da Madeira).
A prova terá início pelas 08.00 horas (horário da RAM) com a disputa da 1ª Fase das provas de Singulares, estando as Finais agendadas para as 19.00 horas (horário da RAM).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

PONTA DO PARGO É TEMA DE CONVERSA NO PROGRAMA "MADEIRA EM FESTA"


No programa "Madeira em Festa" desta semana é abordado diversos temas acerca do Grupo Instrumental e de Cantigas Norte a Sul, que se prepara para fazer a sua primeira internacionalização.

Para ouvir este programa, sintonize as seguintes frequências:

RÁDIO GIRÃO 98.4 FM ás SEXTAS, entre as 18 e as 19 horas,

RÁDIO ZARCO 89.6 FM, ás QUINTAS, entre as 11 e as 12 horas,

RÁDIO SOL103.7 FM, aos DOMINGOS, entre as 20.30 e as 21.30 horas,

RÁDIO PALMEIRA 96.1 FM, aos DOMINGOS, entre as 10 e as 11 horas,

RÁDIO CALHETA 98.8 FM, aos SÁBADOS, entre as 08 e as 09 HORAS,

RÁDIO SANTANA 92.5 FM, aos SÁBADOS, entre as 08 e as 09 horas.

O Programa " MADEIRA EM FESTA " pode ser ouvido NA INTERNET no Site www.cantinhodamadeira.net, no sector MADEIRA RÁDIO, como ainda ONLINE nas RÁDIOS CALHETA E SANTANA.

ESTE É UM PROGRAMA QUE DÁ A CONHECER A REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA, E NÃO SÓ, ATRAVÉS DA MÚSICA, AS ACTIVIDADES RECREATIVAS E CULTURAIS, O HORÓSCOPO, A POESIA, AS ENTREVISTAS E MUITOS OUTROS MOTIVOS DE ENTRETENINMENTO, NUM ESPAÇO COM A DURAÇÃO APROXIMADA DE 60 MINUTOS.

Para aqueles que não podem ouvir, o Ponta do Pargo News brevemente disponibilizará o programa na íntegra.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Professor Francisco M.S. Barreto promove debate «Ciência Vs Fé»

A Escola Básica dos 1,2,3 Ciclos /PE Professor Francisco M.S. Barreto, na Fajã da Ovelha, promove no próximo dia 29 de Abril, pelas 14h30, um debate subordinado à dialéctica conhecimento científico / religião, aberto a toda a comunidade escolar e local.
Esta acção é uma iniciativa promovida pelo Grupo Disciplinar de Ciências da escola e surge na sequência de comuns intervenções de alunos nas aulas da disciplina de Ciências Naturais (fundamentalmente) questionando por vezes a legitimidade de determinados conteúdos leccionados, invocando que na catequese aprenderam de forma diferente. Os promotores da iniciativa pretendem, com a concretização desta acção, esclarecer e informar docentes, catequistas, encarregados de educação e alunos sobre este assunto, sempre na perspectiva de, juntos, contribuírem para uma formação melhor e integral dos jovens.
Os docentes responsáveis sublinham que o objectivo desta iniciativa não é demonstrar “quem tem razão”, mas antes clarificar que, nos tempos que correm, Ciência e Fé não são necessariamente incompatíveis. Não se pretende, deste modo, que este debate constitua um confronto de convicções ou de posições extremadas mas tão-somente uma ocasião de troca aberta e construtiva de diferentes opiniões em campos tão distintos, mas quiçá complementares, como sejam os da Ciência e da Fé.
Esta actividade que terá como oradores convidados, entre outros, os Srs. Padres Paulo Catanho e Rui Sousa, párocos das diversas paróquias das quais são oriundos os diversos alunos da escola – Fajã da Ovelha, Ponta do Pargo, Prazeres e Paúl do Mar. Este convite é extensivo a todos quantos queiram contribuir de forma positiva para uma saudável troca de ideias e de conhecimentos que este debate pretende promover.

O Delegado do Grupo Disciplinar de Ciências

Renato Azevedo

Nuno Henriques e Li Peng na Ponta do Pargo

Finalizada a participação da ADC Ponta do Pargo e do Sporting do Porto Santo na fase regular da I Divisão masculina de ténis-de-mesa, com a equipa do concelho da Calheta e garantir a permanência e a da ilha vizinha a ficar à beira do 'play-off', já começou a 'dança' das transferências.

Assim, a ADCPonta do Pargo já contratou os serviços de Li Peng (ex-Sporting do Porto Santo) e de Nuno Henriques (ex-CD1.º de Maio) para integrar o seu plantel a partir da época 2009/2010.

Rodrigo Andrade no 1.º de Maio

Como é natural, as equipas deverão proceder a alguns ajustes, tendo em conta estas mexidas.

O CD 1.º de Maio passará a contar com Rodrigo Andrade (ex-CD São Roque), assim como poderá ver o regresso de Vítor Gouveia, que representou a ADC Ponta do Pargo.

No que diz respeito a equipas femininas, quatro ainda estão em actividade, o GD Estreito a disputar o 'play-out', ADC Ponta do Pargo, ACD São João e ACM Madeira nos 'play-off' juntamente com o CTM Mirandela.

A primeira mão da meia-final será no dia 16 de Maio e a segunda a 23. Se for necessário desempate, o jogo será no dia 24.

Mariana e Rodolfo campeões

Mariana Gonçalves (CD Garachico) e Rodolfo Pedra (ACM Madeira) venceram o Campeonato Regional Individual de Cadetes, que a Associação de Ténis-de-Mesa da Madeira organizou no Pav. Bartolomeu Perestrelo.

Na final, Mariana Gonçalves venceu Fabiana Figueira, do CTM Ponta do Sol, por 3-0 (11/3, 11/4 e 11/6) e Rodolfo Pedra derrotou António Gomes por 3-2 (13/15, 14/12, 11/4, 3/11 e 13/11).

No degrau inferior do pódio, ficaram Gabriela Nunes (AD Caramanchão) e João Melim (Sporting do Porto Santo), que perderam nas meias-finais.


Carlos Alberto Moniz

domingo, 26 de abril de 2009

Videos do Jogo - Ponta do Pargo - Sporting C. P


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Ponta do Pargo em Alvalade - último jogo da época.







Uma recordação da época 2008-2009 e . . . de um belo jogo em Alvalade.

Obrigado por esta época desportiva, que apesar de difícil, foi conseguida
com a ajuda de todos.

Um abraço amigo do amigo

Gilberto Garrido

sábado, 25 de abril de 2009

Revolução dos Cravos



PORTUGAL - Anteriormente ao 25/4/74 e suas causas




Desde as lutas liberais na primeira metade do século XIX que o país vive divisões e conflitos internos. Ainda assim foi um período de progresso sobretudo na segunda parte do século XIX, contudo a tensão foi enorme nas ultimas décadas da monarquia e que se acentuara após a república, com sucessivos governos a “caírem” e inflações descontroladas. É neste cenário de instabilidade e marasmo que na sequência dum golpe militar (de generais a 28/05/1926) que inicia-se o “estado novo” e que viria a terminar também através dum golpe militar (mas de capitães em 25/04/1974). António Oliveira Salazar que no inicio era ministro das finanças, teve o dom de controlar a inflação, passou a presidente do conselho aquando da remodelação do governo em 1933 começando aí a designação “Estado Novo”. De inspiração fascista (como em alguns países na Europa à época ). Regime fortemente centralizado pelo governo/estado e ditatorial. Para isso conseguiu impor finalmente uma acalmia e uma ordem social no país, contando para isso com uma policia especifica para o efeito. Primeiramente PVDE (Policia de Vigilância e de Defesa do Estado). Depois alteraram o nome para PIDE (Policia Internacional e de Defesa do Estado) este foi o nome que perdurou mais tempo, por fim DGS (Direcção Geral de Segurança) já com Marcello Caetano em presidente do conselho de ministros (1968) após saída de Salazar por incapacidade sobretudo física provocada por uma queda quando sentado numa cadeira em São Pedro do Estoril que também lhe provocou lesões cerebrais. Após a 2ª guerra mundial o mundo transformava-se enquanto Portugal mantinha-se estático e inabalável como se o tempo tivesse parado. As potências coloniais começavam a desfazer os seus impérios enquanto Portugal mantinha o seu império através da força de defesa militar, que teve inicio em 1961 na Guiné-Bissau e que depressa se estendeu à Angola e Moçambique. (Já nesse ano de 1961 Portugal tinha perdido as praças de Goa, Damão e Dio para a União Indiana). A guerra em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau aumentava, o inimigo cada vez mais bem apetrechado belicamente sobretudo com armas Soviéticas mas também Americanas. O inimigo actuava em guerrilha no mato. Os anos sucediam-se e a guerra sem fim à vista cansava o sector militar que já mostrava algum cansaço. Na Guiné-Bissau a situação era já tão descontrolada que na reunião da ONU de 25/9/73, 47 países reconheceram a Guiné-Bissau como independente! A sociedade civil também descontente em que as famílias Portuguesas viam os seus filhos partirem para uma guerra longe com um tempo de serviço militar obrigatório quase sempre superior a três anos! A fadiga e o descontentamento militar levaram os militares a fazerem reuniões secretas que começaram em Agosto e Setembro de 1973 e que se prolongaram pelo inicio de 1974. (Em 22/2/74 sai o livro “Portugal e o futuro” de A. Spínola) (No inicio de 1974 Marcello Caetano em visita a Londres foi recebido em ambiente hostil e de contestação devido à situação colonial). Das reuniões secretas nasce a ideia de fazer-se constar que se iria fazer o golpe militar no 1º de Maio aproveitando as habituais escaramuças do dia do trabalhador para assim fazer-se o golpe antes e apanhar o regime desprevenido. Daí o golpe de 16/4/74 do Regimento de Infantaria 5 das Caldas da Rainha (cerca de 200 homens entre praças, sargentos e oficiais), que mal planeado, a 3 quilómetros de Lisboa souberam que estavam sozinhos e voltaram para trás, vindo a ser detidos. 11 ficaram detidos na Trafaria. Ficou no pensamento dos militares amigos dos detidos irem salva-los mas sem serem presos. (A PIDE acreditou no embuste dos revoltosos irem tentar o golpe só no dia 1 de Maio, desenvolvendo os meios e estando em alerta para esse dia especifico e sobretudo tendo uma lista de captura de oficiais entre eles Otelo para o dia 27 de Abril). Daí o golpe de estado «25 de Abril» ter-se dado pela questão militar do Ultramar e não pela razão do regime ser uma ditadura anti-democrática e contra a liberdade de expressão, já que politicamente os opositores ao regime estavam exilados ou presos e não tinham qualquer poder ou forma de fazer face ao regime pela força. A sua força era a cultura de outros ideais que irritavam o governo fascista que queria manter a situação imutável e o povo na ignorância.




Francisco Silva




Resumo do dia 25 de Abril de 74


Otelo Saraiva de Carvalho por volta das 22 horas do dia 24/4/1974 fardado com blusão de cabedal chega ao Regimento de Engenharia Nº1, na Pontinha. É ali que o major acompanhado de outros oficiais: Os tenentes-coronéis Garcia dos Santos e Lopes Pires, o comandante Victor Crespo, os majores Sanches Osório e José Maria Azevedo, o capitão Luís de Macedo… Ali instalam o posto de comando num pequeno anexo com as janelas tapadas por alguns cobertores, sobre a mesa uns papéis manuscritos e um mapa de estradas do Automóvel Clube de Portugal edição de 1973 que fazia de carta operacional com os esboços das movimentações, sendo a base do “plano geral das operações” que se dividia em duas zonas; Zona Norte que começava no eixo a sul do Porto e Lamego para norte. Zona Sul desse eixo para sul, dividido em quatro sectores; Sector Norte, até a sul de Coimbra, Sector Centro até norte de Santarém, Sector Sul daí para sul, Sector Lisboa que também incluía Santarém. Dali do Posto de Comando com o nome de código «Óscar» dão o conhecimento da situação e as instruções às unidades militares de todo o país envolvidas nas operações. O primeiro sinal como combinado seria dado pelo então posto “Emissores Associados de Lisboa” às 22:55. João Paulo Dinis era lá locutor e fizera a tropa em Bissau sob as ordens de Otelo, daí a escolha de Otelo. E cabe a Dinis às 22:55 dar voz e escolher a canção « E Depois do Adeus », de Paulo de Carvalho, canção vencedora desse ano do Festival da Canção RTP e que iria a alguns dias representar Portugal no Festival da Eurovisão. A segunda senha é dada na “Rádio Renascença”. Otelo fazia ponto de honra que fosse uma canção do Zeca Afonso e estava indeciso entre «Venham Mais Cinco» e «Trás Outro Amigo Também» eram as suas preferidas mas logo os seus camaradas fizeram notar que seriam canções muito obvias e que iriam suscitar desconfiança. Foi assim que o jornalista Carlos Albino sugeriu «Grândola Vila Morena» e é esta que acaba por ir para o ar no programa «Limite» de Paulo Coelho e Leite de Vasconcelos que antes de pôr o disco recita a primeira quadra de «Grândola Vila Morena». São 0:20 e grande parte das forças envolvidas põe-se em movimento. O Quartel-General da Região Militar de Lisboa é o centro nevrálgico das “Forças do Regime”. O edifício é tomado pelo Batalhão de Caçadores 5 com o código «Canadá». A mesma unidade também se encarrega de proteger a residência do general António de Spínola, o general Francisco Costa Gomes não foi alvo de protecção porque não dormiu em casa. Importante é também o aeroporto da Portela, operação com o código «Nova Iorque» que fica encarregue à Escola Prática de Infantaria (EPI) de Mafra que às portas de Lisboa a coluna militar perde-se nas ruas e becos escuros de Camarate. Junto ao aeroporto o capitão Costa Martins esperava a coluna da EPI e desesperava e decide neutralizar sozinho de pistola em punho a guarda do aeroporto e entrou mesmo na torre de controle fazendo «bluff» durante mais duma hora dizendo que o aeroporto estava cercado e para se interditar o espaço aéreo português imediatamente. A EPI chegada toma de imediato conta do aeroporto e ainda neutraliza o Regimento de Artilharia Ligeira 1 em Lisboa junto ao aeroporto. A Escola Prática de Transmissões fazia as escutas telefónicas militares das forças do regime que depois transmitia ao Posto de Comando. O Regimento de Cavalaria 3 de Estremoz vem a Lisboa com a missão de controlar a Ponte Sobre o Tejo, tomando posições do lado sul do Tejo (Pragal). Enquanto nas colinas adjacentes à ponte de ambos os lados a Escola Prática de Artilharia de Vendas Novas toma posições apontando baterias junto ao Cristo Rei, para o Terreiro do Paço e Monsanto. A mesma unidade depois vai lá baixo à Trafaria libertar os militares que tentaram a 16 de Março o “golpe das Caldas da Rainha” e que se encontravam presos na Casa de Reclusão da Trafaria. Os órgãos de comunicação social também eram de crucial importância controla-los. Para isso coube à RTP (única emissora televisiva da época) ser tomada pela então, Escola Prática de Administração Militar, (operação; código Mónaco) já que se situava na mesma rua, (Alameda das Linhas de Torres em Lisboa). A antiga Emissora Nacional, actual RDP na rua do Quelhas foi tomada com meios limitados pelos capitães Oliveira Pimentel e Frederico de Morais mais 40 praças de especialidades diversas do Campo de Tiro da Serra da Carregueira. Na rua Sampaio Pina à porta do Rádio Clube Português estão estacionados homens do BC5 dali perto (Campolide) chefiados pelo capitão Santos Coelho e pelo Major Costa Neves da Força Aérea o qual no momento da tomada do RCP é questionado pelo porteiro; se não podiam aparecer após as 9 horas da manhã, que sempre já lá estaria mais gente para os receber!!! Costa Neves e seus camaradas forçam a entrada e é esse o posto escolhido para emissor do MFA. Como previram que as forças do regime pudessem cortar as ligações às antenas do RCP do Porto Alto, tal como vieram a tentar, então a guarda das antenas ficaram a cargo da Escola Prática de Engenharia, de Tancos que também controlou a ponte de Vila Franca de Xira e a casa da moeda em Lisboa. Então através do RCP o MFA apresenta-se ao país pela 1ª vez às 4:26 (estava previsto ser às 4 horas mas o engano de percurso da EPI em Camarate atrasou o comunicado) a voz é do jornalista Joaquim Furtado: «Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas...». A programação é alterada e passa o hino nacional, marchas militares e canções de protesto e de contestação. Sucedem-se os comunicados escritos por Victor Alves e Lopes Pires no quartel da Pontinha, que eram lidos aos microfones do RCP. Mediante esta situação os ouvintes ficam a par do desenrolar dos acontecimentos. Mas a missão principal cabe ao capitão Salgueiro Maia e seus homens da Escola Prática de Cavalaria, vindos de Santarém ficam-lhes encarregues várias acções desde de “despiste” ou seja; chamar a atenção das forças fiéis ao regime através dum itinerário ostentatório no sentido de dispersar as capacidades inimigas. E ainda de controlar o Banco de Portugal, a Rádio Marconi e o Terreiro do Paço. Ali, o ministro do Exército, general Andrade e Silva perante a situação manda abrir à picareta um buraco na parede do gabinete por onde foge mais os ministros da Marinha, da Defesa e do Interior acompanhados de militares de altas patentes. Antes do golpe a Marinha e a Força Aérea haviam sido contactadas para aderirem mas garantiram a neutralidade. Mas o capitão-de-fragata Seixas Louçã que comandava a fragata «Almirante Gago Coutinho» integrada na NATO e com grande poder de fogo, resolve, ameaçar disparar sobre o Terreiro do Paço. Ao que é posta ao corrente das baterias de artilharia, já prontas a disparar, posicionadas nas colinas junto ao Cristo Rei. A tripulação ao saber rebela-se e ao fim da manhã a fragata retira-se e vai fundear-se no Alfeite. Momento importante, quando a coluna EPC é interceptada na Avenida Ribeira das Naus por tropas fieis ao regime comandadas pelos brigadeiro Junqueira dos Reis e o tenente-coronel Ferrand d’Almeida, com tanques Patton M47. É o próprio Salgueiro Maia que vai tentar dialogar, saindo a pé e de lenço branco na mão hasteado e uma granada escondida na outra, ao que o brigadeiro dá ordens para disparar sobre o capitão mas que ninguém obedece! E depois mesmo alguns tanques de Cavalaria 7 passam-se para o lado de Salgueiro Maia. Outro momento muito importante dá-se às 5 horas quando o Major Silva Pais director-geral da PIDE/DGS dá conhecimento ao presidente do Conselho (função que equivale actualmente à de primeiro-ministro), Marcello Caetano dos acontecimentos que este ainda desconhecia. Referindo que a situação era grave e dando instruções para se refugiar o mais depressa possível no Comando-Geral da GNR no Largo do Carmo porque era um dos sítios que não se encontrava sitiado e que passava mais despercebido. Mas que veio a revelar-se uma grande armadilha! Primeiro porque soube-se da sua entrada no Quartel do Carmo às 6 horas, ao que o major Otelo deu ordens para Salgueiro Maia se dirigir para o Largo do Carmo e sitiar completamente o quartel para que não houvesse fugas pelas traseiras. Na ida da coluna de Salgueiro Maia para o Largo do Carmo, uma companhia do RI 1 comandada pelo capitão Fernandes tenta bloquear a passagem mas após curto diálogo, passam-se para o lado dos revoltosos. Embora em telefonemas mais tarde tentassem convencer Otelo que Caetano não se encontrava lá mas Otelo sabia que era para as forças do regime ganharem tempo. E segundo porque quando as individualidades mais importantes ligadas ao regime foram socorridas pelo ar, por um helicópetero como no caso do Regimento de Lanceiros 2, esse mesmo helicópetero tentou ajudar a fuga de Marcello Caetano, só que não havia sítio para o helicópetero aterrar e por isso Marcello Caetano receoso permaneceu encurralado no Quartel do Carmo com blindados apontados e ouvindo uma multidão crescente que tinha acordado dum sono profundo ou que tinha aprendido ou descoberto nesse dia que existiam outras coisas como democracia e liberdade… E gritavam: Por vingança e palavras de ordem contra a ditadura e guerra colonial e outras coisas. Salgueiro Maia depois terá mesmo pedido calma ao povo de megafone em punho. Mesmo que o regime não caísse as coisas já não seriam mais como antes, o povo nesse dia tinha ouvido coisas novas e ficou a saber em que tipo de regime e que tipo de politicos governavam o país por isso aderiram de imediato ao Movimento das Forças Armadas! O tempo passava a GNR não reagia numa tentativa de ganhar tempo. Maia dá um ultimato à GNR mas nada! No Posto de Comando desesperavam e Otelo envia um bilhete escrito a Maia: «Com metralhadoras rebenta com as fechaduras do portão, que é para saberem que é a sério!» Ás 15:10 são dados 10 minutos. (Temia-se que um helicópetero afecto às Forças do Regime podesse largar uma bomba sobre as forças revoltosas no Largo do Carmo). Após o prazo esgotado, às 15:25 as metralhadoras duma viatura chaimite disparam contra a frontaria do quartel. Como não houvera reacção da parte do quartel, passado algum tempo um blindado toma posição de canhão apontado e é nesse momento que surgem dois civis: Pedro Feytor Pinto e Nuno Távora, quadros da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, medianeiros entre Spínola e Caetano, este último melindrado com a situação dizia: «Não quero que o poder cai na rua». Feytor Pinto telefona a Otelo que em nome do MFA, mandata o general Spínola para receber a rendição de Caetano. Às 18 horas, chega Spínola de automóvel com farda Nº 1. Caetano submete-se e entrega a Spínola o poder e pede protecção. Spínola transmite a Caetano a intenção do MFA de o enviar para o Funchal. (Iria partir para o Funchal no dia seguinte pelas 7horas, a ele juntaram-lhe também entre outros o Presidente da Republica Almirante Américo Tomás que durante a longa noite da revolução não deu sinal de vida, como se não fosse nada com ele, passou o dia na sua casa no Restelo, saindo sobre escolta para o aeroporto). E assim às 19:30 sai do quartel o chaimite «Bula», no interior vão Marcello Caetano e António Spínola em direcção à Pontinha, por entre uma multidão eufórica que celebra a “Liberdade” com cravos vermelhos. Às 19:50 é emitido o comunicado: «O Posto de Comando do MFA informa que se concretizou a queda do Governo, tendo Sua Excelência o Professor Marcello Caetano apresentado a sua rendição incondicional a sua Excelência o General António de Spínola». Logo após as 20 horas é lida no RCP a «Proclamação do Movimento das Forças Armadas». E à 1:30 já do dia 26/4/74 aparecem na televisão as novas caras do poder: A Junta de Salvação Nacional, como presidente, António de Spínola, em que lê uma proclamação ao país: …Um novo regime… A democracia, a paz.


Francisco Silva

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Festa da Flor 2009





































Lindo !
Com amizade para todos os frequentadores do Ponta do Pargo News, vai um "cheirinho" dos preparativos da Festa da Flor, para quem não poder ver ao vivo no Funchal.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Padrinho para a Cerimónia de Abertura da Festa do Desporto Escolar 2009




O Jogador da ADC Ponta do Pargo Duarte Fernandes, irá ser o padrinho da Escola Básica dos 1,2,3 Ciclos/PE Prof. Francisco Barreto - Fajã da Ovelha na Cerimónia de Abertura da Festa do Desporto Escolar 2009.

Este jogador veste a camisola da Ponta do Pargo desde 2004, é Campeão Nacional nos diversos escalões.

A ADC Ponta do Pargo, adianta que este jogador irá continuar no clube na próxima época desportiva.

domingo, 19 de abril de 2009

Novo hotel nasce na Ponta do Pargo

Uma nova unidade hoteleira de cinco estrelas deverá nascer na freguesia da Ponta do Pargo, junto ao campo de golfe que será construído a partir deste ano.

O novo hotel deverá ser construído pelo empresário Michael Nascimento, filho de madeirenses, a residir em Inglaterra, dono da “Propertie Brookers”, empresa que se dedica à venda e gestão de propriedades, tendo na sua carteira nomes como Alex Ferguson, carismático treinador do Manchester United e de Cristiano Ronaldo.

A nova unidade hoteleira deverá ser construída a partir do próximo ano e custará cerca de 20 milhões de euros, entre a compra e edificação da unidade de 150 quartos.