sábado, 31 de janeiro de 2009

Responda ao questionário sobre o Ponta do Pargo News




O Ponta do Pargo News tem online um questionário sobre o blog. Responda. Deixamos aqui o link.


OLHARES 1


Foto de: João Pita

Atenções na Ponta do Pargo

Atenções na Pt.ª do Pargo
Data: 31-01-2009

Na 12.ª jornada do Campeonato Nacional da I Divisão, a ADC Ponta do Pargo vai querer manter a condição de líder frente ao CSD Câmara de Lobos, num jogo que promete ser muito interessante em termos competitivos.

Mais facilidades terá o GD Estreito, que recebe o CTM Ponta do Sol, 'condenado' à descida, pese embora o esforço das suas jovens atletas.

No continente, a ACM Madeira está no Norte do país para defrontar o CTM Mirandela. Um encontro sempre complicado para qualquer equipa que vá para lá do Marão, e a formação madeirense não deverá ser uma excepção à regra.

Quanto a masculinos, a 13.ª jornada da I Divisão leva as equipas da Madeira ao continente e o CD 1.º de Maio é aquela que, 'a priori', estará mais à-vontade frente ao 'lanterna vermelha', a ACM Coimbra.

Já o Sporting do Porto Santo terá de se aplicar para ganhar a AR Novelense, enquanto o CD São Roque estará frente ao seu 'antigo' rival, o CF Estrela da Amadora, que já não apresenta o fulgor de outras épocas e por isso estará ao alcance dos comandados de Ricardo Faria.

Fonte: DN

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Convite: Venha sábado à Ponta do Pargo ver Competição Nacional

Actividade Nacional - 31/01/2009


Sábado, pelas 15 horas


ADC Ponta do Pargo - Câmara de Lobos


Ginásio do Centro Cívico da Ponta do Pargo


Apoie o nosso Clube a manter o 1.º Lugar na Tabela Nacional

Fotos Valter Gouveia - Zimbreiros / Paul do Mar






Mais informação: geral@valtergouveia.com
Web's: www.valtergouveia.com
http://flickr.com/valtergouveia/

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

CTM Ponta do Sol - ADC Ponta do Pargo: 0-4

Resultados da 1ª Divisão Feminina
Encontro antecipado da 13ª Jornada



C.T.M. PONTA DO SOL-A.D.C. PONTA DO PARGO :0 - 4
Telma Diniz-Ana Cristina Neves 0-3(3-11, 3-11 e 3-11)
Fabiana Figueira-Fu Yu 0-3(5-11, 5-11 e 2-11)
Cármen Gonçalves-Carina Jonsson 0-3(3-11, 10-12 e 4-11)
Telma Diniz/Cármen G.-Fu Yu/Carina Jonsson 0-3(1-11, 2-11 e 4-11)
Este encontro foi dirigido pelo árbitro madeirense Germano Gouveia.

HOMENAGEM A CÉSAR AUGUSTO PESTANA - Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Instituições da Ponta do Pargo invocam César Augusto Pestana, natural da freguesia.

Se fosse vivo faria 105 anos.



Rua César Augusto Pestana

O seu topónimo foi atribuído na reunião da Câmara Municipal da Calheta, em homenagem a César Augusto Pestana, nascido na freguesia a 18 de Fevereiro de 1904, falecendo no Funchal a 6 de Janeiro de 1985.

Localização: Início na Rua Doutor Vasco Augusto de França, junto à “placa”1, atravessando o Salão de Baixo, passando pela Casa Queimada e o Pico das Favas com terminus no Farol.

“Ponta do Pargo!
Que idílica paz!


Vacas Pachorrentas lavrando os campos de trigo. (...)E as águas cantam nos tornadoiros; e as levadas conduzem o sangue da terra, à terra que dá o pão com o suor do corpo.
Ao entardecer o silêncio envolve a paisagem. O sol adormece entre os pinheirais da serra... o toque da trindade repercute-se de colina em colina. O Campanário da igreja vai-se diluindo na penumbra da noite. A aldeia adormece. Só ao longe no-ár se evola acordes da viola... Gemem “braguinhas”... Por sobre a ondulação das searas prepassam loas de amôr e de saudade...”

REGISTO BIOGRÁFICO
(1904-1985) Nasceu na freguesia da Ponta do Pargo a 18 de Fevereiro de 1904, sendo filho de João Pestana e de D. Maria Rosalina de Gouveia Pestana, em t.º de Pontes de Gouveia. Casou em Lisboa em 1926 com D. Elisabeth Marie Gundersen, natural da freguesia do Marquês de Pombal, Lisboa, filha única de George Gudersen, de Bergen (Noruega) e de D. Aurora Gundersen, natural de Lisboa, de quem teve: D. Diva Maria Gundersen Pestana, diplomata com o curso da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, casada com o engenheiro Alberto David Soares Gonçalves dos Reis Júnior, c.g.; D. Elisabeth Aurora Gundersen Pestana, licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, casada com o Dr. Guilherme Poças Falcão Bicudo Correia Botelho da Costa, filho dos viscondes de Giraul, c.g.; D. Liliana Gundersen Pestana, licenciada em Farmácia; e César Augusto Gundersen Pestana, engenheiro geógrafo. César Pestana tirou o curso complementar de Letras do Liceu Jaime Moniz, do Funchal, o curso complementar do Comércio na Escola Industrial e Comercial do Funchal e foi aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que abandonou para se dedicar ao comércio.Desempenha as funções de solicitador, gerente comercial e contabilista na cidade do Funchal. Os assuntos que prefere versar no campo literário são: crítica e crónica literária. Tem colaborado no “Diário da Madeira”, 1930-1940, na “Revista Portuguesa” e na “Revista Lusitânia”, do Rio de Janeiro, na Revista “Das Artes e da História da Madeira” e em vários jornais e semanários do Funchal.Foi secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas da Madeira e da Delegação na Madeira do Sindicato Nacional da Imprensa Portuguesa (1932).Usou na imprensa os pseudónimos de Pausanias, Alcino e Augusto. Foi ele o iniciador e organizador dos Jogos Florais da Madeira. A sua formação política sempre republicana e democrata desde as bancadas do Liceu, fê-lo assumir posições oposicionistas ao regime totalitário que revolução do 25 de Abril de 1974 pôs termo. Esta inclinação política fê-lo ser vigiado pela PIDE e preso durante 21 dias.Aceitou o cargo de procurador à extinta Junta Geral e a fazer parte integrante das comissões de candidatura dos generais: Norton de Matos e Humberto Delgado.Publicou os seguintes livros: “Ao ritmo da tentação”, Funchal, 1933; “Miss Doly”, Funchal, 1930; Carta aberta ao Sr. Ministro da Educação Nacional, Funchal, 1945; “As Esquadras de Navegação Terrestre”, Aveiro, 1958 A terceira edição deste livro saiu em 1982.Exerceu o cargo de procurador à Junta Geral do Distrito (1926) e foi membro substituto da Comissão Distrital do Partido Republicano Português, na Madeira, em 1926.Dirigiu por mais de uma vez a Associação de Futebol do Funchal e o União Futebol Clube no ano da representação das ilhas à Taça de Portugal (1941).Faleceu no Funchal a 6 de Janeiro de 1985, sendo sepultado no cemitério de Nossa Senhora das Angústias, em S. Martinho, em jazigo de família. (in Registo Bio-Bibliográfico de Madeirenses sécs. XIX e XX de Luiz Peter Clode, edição Caixa Económica do Funchal,1983, p 369)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Fotografia subaquática de Artur Silva

Fotografia subaquática de Artur Silva
Centro Cívico da Ponta do Pargo expõe imagens captadas na Região
Data: 26-01-2009

O reputado fotógrafo subaquático madeirense, Artur Silva, expõe no Centro Cívico da Ponta do Pargo um conjunto de imagens captadas na região.

Artur Silva viu reconhecida a sua fotografia subaquática reconhecida em 2006 no festival 'Mundo da Imagem Submarina de Antibes' onde arrecadou o prémio 'mergulhador de Bronze' na categoria de foto a cores e o quarto lugar em fotografia a preto e branco.

Desde então, o madeirense publicou diversas reportagens em conceituadas revistas de natureza como a National Geographic, BBC Wildlife Magazine, Terre Sauvage, Océans, entre outras.

A exposição poderá ser visitada até 20 de Abril.


Artur de Freitas Sousa

Fonte: DN

Encontro CTM Ponta do Sol - ADC Ponta do Pargo

CAMPEONATO NACIONAL DA 1ª DIVISÃO FEMININA




Disputa-se na próxima quarta-feira (28/01/2009), pelas 19.30 horas no Pavilhão Gimnodesportivo da Ponta do Sol, o encontro CTM Ponta do Sol- ADC Ponta do Pargo, encontro antecipado da 13ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão Feminina.

Encontro antecipado da 13ª jornada


Quarta-feira (28/01/2009) às 19.30 horas:

C.T.M. PONTA DO SOL – A.D.C. PONTA DO PARGO
Local: Pavilhão Gimnodesportivo da Ponta do Sol
Árbitro: Germano Gouveia

sábado, 24 de janeiro de 2009

UMA SURPRESA PARA A SUA CARA METADE


A Casa do Povo da Ponta do Pargo, em pareceria com o INATEL - Madeira irá projectar no próximo dia 14 de Fevereiro (Dia dos Namorados) o filme "Uma Sogra de Fugir". Esta projecção está integrada no Circuito de Cinema do INATEL - 1º Trimestre. Esta projecção inicia-se pelas 19h00 e tem a duração de aproximadamente 97 minutos.


Passe o Dia dos Namorados na companhia da Casa do Povo da Ponta do Pargo!

Leve a sua cara metade ao Cinema da Casa do Povo da Ponta do Pargo e do INATEL.

Amanhã na Diocese do Funchal Arciprestados assinalam conversão de São Paulo

As paróquias do Arciprestado da Calheta vão reunir-se no Pavilhão Gimnodesportivo dos Prazeres, onde será celebrada a Eucaristia às 15 horas.

O programa de actividades inicia-se às 14 horas com a concentração dos paroquianos, seguindo-se animação com a actuação do grupo musical “Ictus”.

Às 14h30 será projectado um filme sobre a vida de São Paulo e às 15 horas terá início a Eucaristia.

Exposição Foto-Submarina


O Centro Cívico da Ponta do Pargo, leva a efeito uma exposição de FOTO SUBMARINA que estará patente, de 16 de Janeiro a 20 de Abril de 2009.
As fotos são da autoria do artista Artur Silva, amante da fotografia subaquática, participando desde 1992 em vários campeonatos Nacionais e Internacionais, obtendo algumas classificações de destaque.
Em 2006 é reconhecida a sua qualidade internacional como fotógrafo da natureza no Festival Mundial da Imagem Submarina de Antibes (França), com Mergulhador de Bronze para foto a cores, um quarto lugar para foto preto e branco e Barbatana de Ouro para o site Focusnatura.com, tornando-se no primeiro Português a ser premiado neste exigente Festival. Vindo a ser solicitado pela comunicação social, publicou diversas reportagens fotográficas em revistas de grande prestígio mundial como a National Geographic, BBC Widlife Magazine, Terre Sauvage, Océans, View, Aquanaut. Publicando apenas imagens da RAMadeira, em 2004 publica o livro “Ocultas Madeira”, tendo um papel activo desde então em exposições.

Artur Silva expõe no Centro Cívico da Ponta do Pargo até ABRIL




O fotógrafo madeirense Artur Silva esteve em grande na 33ª edição do Festival Mundial da Imagem Submarina de Antibes (França). Apesar de ser a primeira vez que concorre neste evento, obteve o 3º lugar (Plongeur de Bronze) na categoria Fotos a Cores com uma imagem de um polvo de profundidade ainda por identificar!
Esta imagem, obtida nas límpidas águas de Porto Santo a apenas 20 metros de profundidade, faz parte do seu livro intitulado "Ocultas" que pretende dar a conhecer algumas das muitas espécies subaquáticas da Ilha da Madeira e Porto Santo.
Na categoria de Fotos a Preto e Branco classificou-se em 4º lugar. Sem dúvida que este Festival ficará na memória deste fotógrafo.
Refira-se que o focusnatura.com nasceu da vontade de Artur Silva em divulgar o seu trabalho e o de outros fotógrafos, tendo como tema de fundo o Arquipélago da Madeira.
Do curriculum deste fotógrafo podemos destacar a participação no Mundial de Fotografia Subaquática na qualidade de modelo bem como a participação no Campeonato Nacional de Fotografia Subaquática (Fotosub) como fotógrafo, entre outros.
A pouco e pouco Portugal vai marcando posição no meio da fotografia subaquática mundial conseguindo alguns lugares de destaque bem merecidos!

Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem

Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem
2004-12-31 12:12:06
Mensagem de João Paulo II para a celebração do Dia Mundial da Paz, 1 de Janeiro de 2005

1. No início do ano novo, volto a dirigir a minha palavra aos responsáveis das nações e a todos os homens e mulheres de boa vontade, que sentem como é necessário construir a paz no mundo. Escolhi como tema para o Dia Mundial da Paz de 2005 a exortação de São Paulo na Carta aos Romanos: « Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem » (12,21). O mal não se derrota com o mal: de facto, por aí, em vez de vencermos o mal, somos por ele derrotados.

A perspectiva delineada pelo grande Apóstolo põe em evidência uma verdade fundamental: a paz é o resultado de uma longa e árdua batalha, vencida quando o mal é derrotado com o bem. À vista dos dramáticos cenários de violentos combates fratricidas que têm lugar em várias partes do mundo, diante dos indescritíveis sofrimentos e injustiças que deles derivam, a única opção realmente construtiva é — como sugere ainda São Paulo — aborrecer o mal e aderir ao bem (cf. Rm 12,9).
A paz é um bem a ser promovido com o bem: é um bem para as pessoas, as famílias, as nações da terra e toda a humanidade; mas um bem que deve ser conservado e cultivado mediante opções e obras de bem. Compreende-se assim a verdade profunda de outra asserção de Paulo: « Não torneis a ninguém mal por mal » (Rm 12,17). O único modo de sair do círculo vicioso do mal pelo mal é acolher a palavra do Apóstolo: « Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem » (Rm 12,21).

O mal, o bem e o amor
2. Desde as origens, a humanidade conheceu a trágica experiência do mal e procurou encontrar as suas raízes e explicar-lhe as causas. O mal não é uma força anónima que age no mundo devido a mecanismos deterministas e impessoais. O mal passa através da liberdade humana. No centro do drama do mal e constantemente relacionado com ele está precisamente esta faculdade que distingue o homem dos demais seres vivos sobre a terra. O mal tem sempre um rosto e um nome: o rosto e o nome de homens e mulheres que o escolhem livremente. A Sagrada Escritura ensina que, nos inícios da história, Adão e Eva se revoltaram contra Deus e que Abel foi morto pelo irmão Caim (cf. Gn 3-4). Foram as primeiras escolhas erradas, às quais se seguiram tantas outras ao longo dos séculos. Cada uma delas traz em si uma essencial conotação moral, que implica concretas responsabilidades por parte do sujeito e põe em questão as relações fundamentais da pessoa com Deus, com as outras pessoas e com a criação.
Visto nas suas componentes mais profundas, o mal é, em última análise, um trágico esquivar-se às exigências do amor(1). O bem moral, pelo contrário, nasce do amor, manifesta-se como amor e é orientado ao amor. Este argumento é particularmente evidente para o cristão, pois sabe que a participação no único Corpo místico de Cristo coloca-o em particular relação não somente com o Senhor, mas também com os irmãos. A lógica do amor cristão, que no Evangelho constitui o coração palpitante do bem moral, conduz, se levada às últimas consequências, até ao amor pelos inimigos: « Se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber » (Rm 12,20).

A « gramática » da lei moral universal
3. Contemplando a situação actual do mundo, não se pode deixar de constatar uma impressionante difusão de numerosas manifestações sociais e políticas do mal: desde a desordem social à anarquia e à guerra, da injustiça à violência contra o outro e à sua supressão. Para orientar o seu próprio caminho entre as solicitações opostas do bem e do mal, a família humana tem urgente necessidade de valer-se do património comum de valores morais que o mesmo Deus lhe deu. Por isso, a quantos estão decididos a vencer o mal com o bem, São Paulo convida a cultivar atitudes nobres e desinteressadas de generosidade e de paz (cf. Rm 12,17-21).
Há dez anos, falando à Assembleia Geral das Nações Unidas a propósito do empenho comum ao serviço da paz, insisti na referência à « gramática » da lei moral universal (2), evocada pela Igreja em muitos dos seus pronunciamentos sobre esta matéria. Inspirando valores e princípios comuns, essa lei une os homens entre si, apesar da diversidade das suas culturas, e é imutável: « Subsiste sob o fluxo das ideias e dos costumes e está na base do respectivo progresso. [...] Mesmo que se lhe neguem até os princípios, não é possível destruí-la nem tirá-la do coração do homem; ela ressurge sempre na vida dos indivíduos e das sociedades »(3).

4. Comum a todos, esta gramática da lei moral exige comprometer-se sempre e com responsabilidade para que a vida das pessoas e dos povos seja respeitada e promovida. À sua luz não podem deixar de ser estigmatizados vigorosamente os males de carácter social e político que afligem o mundo, sobretudo provocados pela eclosão da violência. Neste contexto, como não pensar no amado Continente Africano, onde perduram conflitos que ceifaram e continuam a ceifar milhões de vítimas? Como não evocar a perigosa situação da Palestina, a Terra de Jesus, onde não se conseguem enlaçar, na verdade e na justiça, os fios da mútua compreensão rompidos por um conflito que, de dia para dia, atentados e vinganças alimentam de maneira preocupante? E que dizer do trágico fenómeno da violência terrorista que parece impelir o mundo inteiro para um futuro de medo e de angústia? Enfim, como não constatar com amargura que o drama iraquiano se prolonga, infelizmente, em situações de incerteza e de insegurança para todos?
Para conseguir o bem da paz é necessário afirmar, com consciente lucidez, que a violência é um mal inaceitável e que nunca resolve os problemas. « A violência é uma mentira, porque se opõe à verdade da nossa fé, à verdade da nossa humanidade. A violência destrói o que ambiciona defender: a dignidade, a vida e a liberdade dos seres humanos »(4). Por isso torna-se indispensável promover uma grande obra educadora das consciências que forme a todos, sobretudo às novas gerações, para o bem abrindo-lhes o horizonte do humanismo integral e solidário que a Igreja indica e deseja. Sobre estas bases, é possível criar uma ordem social, económica e política que tenha em conta a dignidade, a liberdade e os direitos fundamentais de cada pessoa.

O bem da paz e o bem comum
5. Para promover a paz, vencendo o mal com o bem, ocorre dedicar particular atenção ao bem comum(5) e suas vertentes sociais e políticas. Com efeito, quando em todos os níveis se cultiva o bem comum, cultiva-se a paz. Poderá, por acaso, a pessoa realizar-se plenamente a si própria prescindindo da sua natureza social, ou seja, do seu ser « com » e « para » os outros? O bem comum diz-lhe directamente respeito; tem a ver intimamente com todas as formas expressivas da sociabilidade humana: a família, os grupos, as associações, as cidades, as regiões, os Estados, a comunidade dos povos e das nações. Todos, de alguma forma, estão implicados no compromisso pelo bem comum, na busca constante do bem dos outros como se fosse o próprio. Uma tal responsabilidade compete de modo particular à autoridade política, em qualquer nível da sua actuação, pois é chamada a criar aquele conjunto de condições sociais que consentem e favorecem, nos seres humanos, o desenvolvimento integral da sua personalidade(6).
O bem comum exige, pois, o respeito e a promoção da pessoa e dos seus direitos fundamentais, e bem assim o respeito e a promoção dos direitos da nações numa perspectiva universal. A tal propósito, diz o Concílio Vaticano II: « A interdependência, cada vez mais estreita e progressivamente estendida a todo o mundo, faz com que o bem comum [...] se torne hoje cada vez mais universal e que, por esse motivo, implique direitos e deveres que dizem respeito a todo o género humano. Cada grupo deve ter em conta as necessidades e legítimas aspirações dos outros grupos e mesmo o bem comum de toda a família humana »(7). O bem da humanidade inteira, inclusive para as futuras gerações, requer uma verdadeira cooperação internacional, para a qual cada nação deve oferecer a própria colaboração(8).
Contudo, visões decididamente redutoras da realidade humana transformam o bem comum em simples bem-estar sócio-económico, privado de qualquer finalização transcendente, e esvaziam-no da sua mais profunda razão de ser. Mas o bem comum possui também uma dimensão transcendente, porque Deus é o fim último das suas criaturas(9). Além disso, os cristãos sabem que Jesus esclareceu plenamente a realização do verdadeiro bem comum da humanidade. A história avança para Cristo e n’‘‘‘Ele culmina: graças a Ele, por meio d’‘‘‘Ele e em vista d’‘‘‘Ele, toda a realidade humana pode ser levada ao seu pleno acabamento em Deus.

O bem da paz e o uso dos bens da terra
6. Estando o bem da paz estreitamente ligado ao desenvolvimento de todos os povos, é indispensável ter em conta as implicações éticas do uso dos bens da terra. O Concílio Vaticano II recordou oportunamente que « Deus destinou a terra e tudo o que nela existe ao uso de todos os homens e de todos os povos, de modo que os bens da criação afluam com equidade às mãos de todos segundo a regra da justiça, inseparável da caridade »(10).
O facto de pertencer à família humana confere a cada pessoa uma espécie de cidadania mundial, tornando-a titular de direitos e de deveres, visto que os homens estão unidos por uma comunhão de origem e de supremo destino. Basta que uma criança seja concebida para que se torne titular de direitos, mereça atenção e cuidados e alguém tenha o dever de lhos providenciar. A condenação do racismo, a tutela das minorias, a assistência aos prófugos e refugiados, a mobilização da solidariedade internacional em favor de todos os necessitados não passam de aplicações coerentes do princípio da cidadania mundial.

7. O bem da paz deve ser visto hoje em estreita relação com os novos bens que provêm do conhecimento científico e do progresso tecnológico. Também eles, por aplicação do princípio do destino universal dos bens da terra, devem colocar-se ao serviço das necessidades primárias do homem. Oportunas iniciativas a nível internacional podem dar plena actuação ao princípio do destino universal dos bens, garantindo a todos — indivíduos e nações — as condições básicas para participar no desenvolvimento. Isto tornar-se-á possível se se abaterem as barreiras e os monopólios que marginalizam tantos povos(11).
Mais ainda, o bem da paz será melhor garantido se a comunidade internacional assumir, com maior sentido de responsabilidade, aquilo que normalmente é designado por bens públicos, ou seja, aqueles bens de que gozam automaticamente todos os cidadãos, mesmo sem terem feito uma concreta opção pelos mesmos. É o caso, a nível nacional, de bens como, por exemplo, o sistema judicial, o sistema de defesa, a rede viária por estrada ou caminho-de-ferro. No mundo actual plenamente atingido pelo fenómeno da globalização, são cada vez mais numerosos os bens públicos que assumem carácter global e, consequentemente, aumentam também, de dia para dia, os interesses comuns. Basta pensar na luta à pobreza, na busca da paz e da segurança, na preocupação pelas alterações climatéricas, no controlo do contágio das doenças. A tais interesses, a comunidade internacional deve responder com uma rede sempre mais ampla de acordos jurídicos, capaz de regulamentar o bom emprego dos bens públicos, inspirando-se nos princípios universais da equidade e da solidariedade.

8. Além disso, o princípio do destino universal dos bens permite enfrentar adequadamente o desafio da pobreza, tendo em conta sobretudo as condições de miséria em que vive ainda um bilião de seres humanos. A comunidade internacional propôs-se como objectivo prioritário, no início do novo milénio, reduzir para metade o número destas pessoas até ao ano 2015. A Igreja apoia e estimula este empenho e convida os fiéis crentes em Cristo a manifestar, de maneira concreta e em todos os âmbitos, um amor preferencial pelos pobres (12).
O drama da pobreza está estreitamente ligado também com a questão da dívida externa dos países pobres. Não obstante os significativos progressos alcançados até agora, a questão ainda não encontrou uma solução adequada. Transcorreram quinze anos desde quando chamei a atenção da opinião pública para o facto de que a dívida externa dos países pobres « está ligada de maneira estreita com um grande número de outros problemas, tais como o do investimento estrangeiro, do justo funcionamento das maiores organizações internacionais, do preço das matérias primas, e assim por diante »(13). Os recentes mecanismos para a redução das dívidas, mais preocupados com as exigências dos pobres, melhoraram sem dúvida a qualidade do crescimento económico. Mas este, por uma série de factores, é ainda quantitativamente insuficiente para se alcançarem os objectivos estabelecidos ao início do milénio. Os países pobres permanecem prisioneiros de um círculo vicioso: as baixas rendas e o lento crescimento limitam a poupança e, por sua vez, os fracos investimentos e o uso ineficaz da poupança não favorecem o crescimento.

9. Como afirmou o Papa Paulo VI e eu mesmo reiterei, o único remédio realmente eficaz que permite aos Estados enfrentarem a dramática questão da pobreza é fornecer-lhes os recursos necessários mediante financiamentos externos — públicos e privados — concedidos em condições acessíveis, no quadro de relações comerciais internacionais equitativamente reguladas(14). Torna-se imperiosamente necessária uma mobilização moral e económica que seja, por um lado, respeitadora dos acordos assumidos em prol dos países pobres, mas, por outro, disposta a rever os acordos que a experiência tenha demonstrado excessivamente onerosos para certos países. Nesta perspectiva, é recomendável e necessário imprimir um novo impulso à ajuda pública para o desenvolvimento e explorar, apesar das dificuldades que este percurso possa apresentar, as propostas de novas formas de financiamento ao desenvolvimento(15). Alguns governos já estão estudando atentamente mecanismos promissores que apontam nesta direcção, iniciativas significativas que devem ser levadas por diante de forma autenticamente consertada e no respeito do princípio de subsidiariedade. Convém também controlar que a gestão dos recursos económicos destinados ao desenvolvimento dos países pobres siga escrupulosamente critérios de boa administração, tanto por parte dos doadores como dos destinatários. A Igreja anima e oferece a estes esforços a sua colaboração; basta citar, por exemplo, a preciosa contribuição dada através de numerosas entidades católicas de ajuda e de desenvolvimento.

10. Na Carta apostólica Novo millennio ineunte publicada ao concluir o grande Jubileu do ano 2000, mencionei a urgência de uma nova fantasia da caridade(16) para difundir no mundo o Evangelho da esperança. Isto torna-se evidente particularmente quando nos abeiramos dos numerosos e delicados problemas que obstaculizam o desenvolvimento do Continente Africano: vejam-se os numerosos conflitos armados, as pandemias agravadas ainda pelas condições de miséria, a instabilidade política acompanhada por uma generalizada insegurança social. São realidades dramáticas que requerem um caminho radicalmente novo para a África: é necessário dar vida a novas formas de solidariedade, a nível bilateral e multilateral, com um empenho mais decidido de todos, plenamente cientes de que o bem dos povos africanos representa uma condição indispensável para alcançar o bem comum universal.
Possam os povos africanos encarregar-se como protagonistas do seu próprio destino e desenvolvimento cultural, civil, social e económico! Cesse a África de ser apenas objecto de assistência, para se tornar sujeito responsável de decididos e produtivos intercâmbios! Para se alcançarem tais objectivos, é necessária uma nova cultura política, especialmente no âmbito da cooperação internacional. Desejo afirmar uma vez mais que a falta de cumprimento das reiteradas promessas relativas à ajuda pública para o desenvolvimento, a questão ainda aberta da pesada dívida internacional dos países africanos e a ausência de uma especial consideração para com eles nas relações comerciais internacionais, constituem graves obstáculos para a paz e, portanto, devem ser enfrentados e superados com urgência. Nunca apareceu tão determinante e decisiva como agora, para a realização da paz no mundo, a consciência da dependência entre países ricos e pobres, já que « o desenvolvimento ou se torna comum a todas as partes do mundo, ou então sofre um processo de regressão mesmo nas zonas caracterizadas por um constante progresso »(17).

Universalidade do mal e esperança cristã
11. Diante de tantos dramas que afligem o mundo, os cristãos confessam com humilde confiança que só Deus torna possível ao homem e aos povos a superação do mal para alcançar o bem. Com a sua morte e ressurreição, Cristo nos redimiu e resgatou « por um grande preço » (1 Cor 6,20; 7,23), alcançando a salvação para todos. Com a sua ajuda, a todos é possível vencer o mal com o bem.
Apoiado na certeza de que o mal não prevalecerá, o cristão cultiva uma indómita esperança, que o sustenta na promoção da justiça e da paz. Apesar dos pecados pessoais e sociais que se verificam no agir humano, a esperança dá um impulso sempre renovado ao compromisso pela justiça e pela paz, juntamente com uma firme confiança na possibilidade de construir um mundo melhor.
Se no mundo está presente e actua o « mistério da iniquidade » (2 Ts 2,7), não se deve esquecer que o homem redimido tem em si energias suficientes para contrastá-lo. Criado à imagem de Deus e redimido por Cristo que « Se uniu de certo modo a cada homem »(18), este pode cooperar activamente para o triunfo do bem. A acção do « Espírito do Senhor enche o universo » (Sab 1,7). Os cristãos, especialmente os fiéis leigos, « não devem esconder esta esperança no seu íntimo, antes, pela contínua conversão e pela luta “contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos do mal” (Ef 6,12), manifestam-na também nas estruturas da vida secular »(19).

12. Nenhum homem, nenhuma mulher de boa vontade pode esquivar-se ao compromisso de lutar para vencer o mal com o bem. É uma batalha que se combate validamente somente com as armas do amor. Quando o bem vence o mal reina o amor, e onde reina o amor reina a paz. Tal é o ensinamento do Evangelho reproposto pelo Concílio Vaticano II: « A lei fundamental da perfeição humana e, portanto, da transformação do mundo, é o novo mandamento do amor »(20).
Isto é certo também no âmbito social e político. A este respeito, o Papa Leão XIII escrevia que quantos têm o dever de prover ao bem da paz nas relações entre os povos devem alimentar em si e acender nos outros « a caridade, senhora e rainha de todas as virtudes »(21). Os cristãos sejam testemunhas convictas desta verdade; saibam mostrar com a sua vida que o amor é a única força capaz de levar à perfeição pessoal e social, o único dinamismo que pode fazer evoluir a história para o bem e a paz.
Neste ano dedicado à Eucaristia, os filhos da Igreja encontrem no supremo Sacramento do amor a fonte de toda a comunhão: comunhão com Jesus Redentor e, nEle, com todo o ser humano. É graças à morte e ressurreição de Cristo, tornadas sacramentalmente presentes em cada Celebração Eucarística, que somos salvos do mal e capazes de fazer o bem. Graças à vida nova que Ele nos deu, podemos reconhecer-nos irmãos para além de toda a diferença de língua, nacionalidade, cultura. Numa palavra, é graças à participação do mesmo Pão e do mesmo Cálice que podemos sentir-nos « família de Deus » e, juntos, contribuir específica e eficazmente para a edificação de um mundo baseado nos valores da justiça, da liberdade e da paz.

Vaticano, 8 de Dezembro de 2004.
JOÃO PAULO II