quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Vamos dar um Passeio a pé ao Paul do Mar !


Sábado, dia 17 de Janeiro, venha dar um passeio connosco ao Paúl do Mar, à festa de Santo Amaro.

Venha recordar os "velhos tempos" descendo a vereda dos Zimbreiros.

Traga um bordão, um instrumento musical, muita alegria e muitos amigos também.

Saída do Sítio do Lombo, Ponta do Pargo, pelas 14 horas.

Se as pernas não ajudarem, vá de autocarro da Fajã da Ovelha para o Paúl e espere pelo grupo na Ribeira das Galinhas.

A Missa no Paúl será às 17h30 m.

O regresso será feito ao Sítio do Lombo a partir das 19 horas nos Autocarros cedidos pela Câmara Municipal e pela Somuros.

Durante o passeio vão ser distribuídos sumos e bolos.

Venha!

Não se vai arrepender.

Organizado pela Associação Desportiva e Cultural da Ponta do Pargo e pelas

Juntas de Freguesia e Casas do Povo da Ponta do Pargo, da Fajã da Ovelha, do Paul do Mar e da Calheta.

Apoio da Câmara Municipal da Calheta e da empresa Somuros

CAMPEONATOS NACIONAIS

1ª DIVISÃO MASCULINA – 1ª FASE
11ª jornada


Sábado (2009/01/10) às 15.00 horas:

A.D.C. PONTA DO PARGO – C.D. SÃO ROQUE
Local: Ginásio do Centro Cívico da Ponta do Pargo
Árbitro: Débora Almeida



Domingo (2009/01/11):

às 10.00 horas:

A.D.C. PONTA DO PARGO – G.D.S.R. TOLEDOS (Ilha do Pico, Açores)
Local: Ginásio do Centro Cívico da Ponta do Pargo
Árbitro: Daniel Gouveia





1ª DIVISÃO FEMININA - 1ª FASE
9ª jornada


Sábado (2009/01/10) às 15.00 horas:

C.D. GARACHICO – A.D.C. PONTA DO PARGO
Local: Ginásio da Escola Básica e Secundária do Carmo (Câmara de Lobos)
Árbitro: Luís Gonzaga Figueira

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ponta do Pargo a 'Cantar os Reis' na Ribeira Brava

'Cantar os Reis' na Ribeira Brava
Palco instalado junto do Forte de São Bento acolhe o espectáculo sobre a quadra
Data: 05-01-2009

O Município da Ribeira Brava promove hoje, véspera do dia de Reis, um espectáculo popular alusivo à quadra festiva, a ter lugar na promenade da frente mar da vila ribeira-bravense. Participam 11 grupos, a maioria oriundos do concelho, aos quais se juntam outros quatro convidados. Dois do Funchal - São Martinho e Monte, Santa Cruz e Ponta do Pargo.

Um total de quase duas centenas de elementos prometem, ao longo de duas horas e meia de espectáculo de cariz tradicional, animar o Cantar dos Reis nesta noite de segunda-feira.

Esta iniciativa visa não só mostrar de forma 'concentrada' os cânticos, as cores e os rituais desta celebração, mas também motivar os seus intérpretes a prolongar o espírito festivo pela noite dentro, dando assim corpo à tradição mais genuína, como sejam as cantorias pela madrugada fora de porta em porta, junto das casas de familiares, amigos e conhecidos.

O programa oficial do 'Cantar dos Reis' na 'baixa' da Ribeira Brava, a ter lugar no palco montado nas proximidades do Forte de São Bento, arranca pelas 19h30.

As actuações, quase todas elas através de grupos afectos a Casas do Povo, abre às 19h45 com o Grupo de Concertinas, seguindo do Grupo Folclórico, ambos afectos à Casa do Povo da Ribeira Brava. Depois sobem ao palco mais sete grupos das casas do povo de Ponta do Pargo, São Martinho, Santa Cruz, Serra de Água, Monte, Campanário e Tabua. Pelo meio actuam ainda o Grupo de Acordeões de Crianças da Casa do Povo da Ribeira Brava e a fechar o evento, pelas 22h15, o grupo de amigos de São João.


Orlando Drumond DN

domingo, 4 de janeiro de 2009

Cantar dos Reis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O cantar dos reis é uma antiga tradição celebrada no dia de Reis.
Grupos chamados de "reiseiros", agrupavam-se conforme a categoria profissional para as celebrações:
Viam-se troupes ... qe invocavam os reis Magos.
Durante a noite do dia 6 de Janeiro estes grupos percorriam as ruas dançando e tocando em procissões e cantavam às portas das casas.
Em 1882, pelos Reis, há noticia de que "nas ruas ... arruavam zabumbas, ferrinhos e as gaita-de foles ...,
Durante as celebrações tinha lugar uma pantomina e uma espécie de auto dos Reis.

LETRA

Cantar dos Reis ( Montalegre)
Letra e música: popular: Trás-os-Montes




Aqui vem as três rosinhas
quatro ou cinco ou seis
se o senhor nos dá licensa
vimos lhe cantar os reis
Os três reis do oriente
já chegaram a Belém
visitar o Deus Menino
que Nossa Senhora tem
O menino está no berço
coberto c'o cobertor
eos anjinhos estão cantando
louvado sej'o Senhor
O Senhor por ser Senhor
nasceu nos tristes palheiros
deixou cravos deixou rosas
deixou lindos travesseiros
também deixou a abelhinha
abelhinha com o seu mel
para fazer um docinho
ao divino Emanuel
Você diz que tem bom vinho
có có có
venha-nos dar de beber
rintintin
florin-tintin
traililairo

INFORMAÇÃO

Informo que toda a informação retirada do blog para quaisquer trabalhos/publicações, o blog deverá ser citado. Por outro lado, comentários anónimos,com nomes fictícios, frases que visem atingir outrem ou palavras menos correctas serão apagados assim que me aperceber da presença no blog.

sábado, 3 de janeiro de 2009

OS TORMENTOS DO LINHO (2ª PARTE)

Dando continuidade a aqui daquilo começado no dia 30 de Outubro deixamos aqui a 2ª Parte da história dos Tormentos do Linho


A Ripagem

O linho é depois sujeito a uma operação que se chama ripagem com o objectivo de separar a baganha (película que envolve algumas sementes casulo do linho) do caule.
Seguidamente é posta a secar ao sol para serem extraídas as sementes. Com pancadas verticais, faz-se passar por entre os dentes do ripanço o topo das plantas. As cápsulas, bem fechadas e rijas, saltam para o chão.
As cápsulas são postas 4 a 5 dias ao sol, para amadurecerem e, desta forma saírem as sementes (linhaça), que serão guardadas num saco de pano e ao "fumo do lar", para o ano seguinte.


Curtimenta

" Depois do linho apanhado e ripado tem que ser enlagado".A curtimenta é uma das operações mais importantes. Os molhos do linho são colocados dentro de água estagnada ou corrente, por um certo período de tempo. É uma operação indispensável para se obter a separação dos elementos fibrosos dos lenhosos.
O período de tempo da curtimenta depende dos locais em que esta se realiza, variando, normalmente, entre 6 a 8 dias.
Efectuada a curtimenta, o linho é retirado da água e lavado para mover as sujidades que se acumulam. Em seguida é colocado a corar e a secar ao sol durante alguns dias. Depois de seco é atado em "maçadoiras" e levado para o seu destino.


A Maçagem

A preparação das fibras do linho para o uso têxtil consiste na separação das fibras lenhosas e das fibras têxteis. Esta operação é feita por processos diferentes conforme as regiões.
O instrumento usado neste trabalho é o maço.
Esta tarefa consiste em bater o linho com um maço de madeira para soltar as arestas, sobre uma pedra redonda.
Para tal é necessário que o linho esteja bem seco e estaladiço, por isso antes de ser maçado é exposto ao sol até ficar bem seco.
O dia de maçar o linho era quase de festa. Era escolhido um dia de sol, quente, se fosse de Leste seria melhor.
" Depois de estar maçado, faz-se uns molhinhos, arruma-se num monte, cobre-se com um cobertor e vai-se deitando água por cima durante uns dias, ou então pode ficar uma noite dentro do poço e no outro dia de manhã empilheira-se (colocar o linho amontoado) e espalha-se à noite. E se o tirar à noite fica empilheirado e só no dia seguinte é que é espalhado para enxugar".De novo o linho é amarrado em molhos pequenos, as denominadas mancheias ( com o diâmetro que caiba numa mão). Cada maçadoira deu origem a quatro mancheias. Como não pode ter qualquer humidade, antes de passar a outro tormento, o linho tem que secar muito bem. De novo a citação, para que este relato seja o mais fiel possível.


A Gramagem


Uma outra forma de maçagem do linho poderá ser por meio de grama ( que se processa após a maçagem do linho a maço). O linho antes de gramado tem que ser aquecido ao sol ou ao forno, não só por ser difícil trabalha-lo frio e mole, mas também porque dá mais desperdícios.
"Depois de ser cozido o pão, limpa-se as brasas e tapa-se o forno durante uma hora e meia.Mete-se, então o linho lá dentro. Quanto mais seco o linho ficar, melhor: fica mais áspero e descasca com mais facilidade. Tapa-se de novo o forno e vai-se tirando às mancheias, conforme for preciso para gramar". A gramadeira, cheia de pó do tempo e teias de aranha anuais, é um objecto que, aos olhos de qualquer pessoa, faz lembrar a faca de cortar bacalhau usada nas tradicionais mercearias. O que chamaríamos faca tem o nome de gramilha e tem a função de triturar as cascas do linho, as denominadas arestas. Neste sofrimento desprendem-se as primeiras fibras, as mais curtas e menos resistentes: os tomentos.


Tasquinhar

" Depois de gramar, vai a tasquinhar".A tasquinha tem por finalidade separar as fibras têxteis das palhas fragmentadas da parte lenhosa fracturada pelas operações da maçagem ou gramagem, e de outras fibras muito grosseiras. O instrumento usado nesta operação é a tasquinha (espadela).
Esta operação processa-se em cima de uma tábua de madeira e tem como objectivo retirar o resto das arestas que ainda estão ligadas às fibras que, aos poucos, se vão multiplicando em filamentos pelo ar, na cara e roupa daquela que não larga a mancheia, que agora passa a ter o nome de estriga (designação dada ao linho que, nesta fase, cabe numa mão). É esta que vai submeter-se ás fases seguintes: o sedar e o fiar.

UM PRESÉPIO QUE TEM CHAMADO A ATENÇÃO DOS HABITANTES DA FREGUESIA E FURASTEIROS

Deixamos agora as imagens de um presépio que tem chamado muito a atenção dos turistas e não só.















sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

GRUPO INSTRUMENTAL E DE CANTIGAS NORTE A SUL DA CASA DO POVO DA PONTA DO PARGO IRÁ "CANTAR OS REIS"


Na próxima segunda-feira o Grupo Instrumental e de Cantigas Norte a Sul irá entoar a Cantiga dos Réis a partir das 19h30 na vila da Ribeira Brava.

Este grupo irá também Cantar os Réis na freguesia da Ponta do Pargo a partir das 21h00.

Convívio de Natal do Centro Social do Amparo/Ponta do Pargo - 17 de Dezembro de 2008












Fotos: Câmara Municipal da Calheta



O Pico das Favas, o Campo de Golfe e a RDP

Quem passeia pela Ponta do Pargo e percorre a Rua César Augusto Pestana, em direcção ao Farol, ao passar ao lado do Pico das Favas, certamente não resiste à imensa curiosidade de subir até aos 392metros de altitude do dito pico.
Qualquer pessoa fica encantado com a paisagem que dali se desfruta – vê-se quase toda a freguesia, do sítio da Lombada Velha ao sítio do Amparo, uma vista magnífica sobre o Farol – mas chocado com o estado actual em que se encontra o cume da mesma elevação.
Aquele local é dos mais importantes da história da freguesia. Foi no sopé desta elevação, Pé do Pico, que um pouco antes de 1560 os pescadores locais ajudaram a construir a primeira capela da freguesia, dedicada a São Pedro.
Foi no Pico das Favas que foi construída e funcionou durante muitos anos a Estação Semafórica da freguesia. Por volta de 1940 foi criado na freguesia um movimento para a construção de um cruzeiro no topo do pico que, segundo se previa, poderia ser visitado de carro, numa estrada de acesso, a ser construída na encosta da dita elevação.
Que se pode visualizar? Num completo desrespeito pela história e pelas pessoas da freguesia e mesmo da região, a RDP mandou construir uma pequena casa, onde implantou uma antena de retransmissão de sinal, ocupando quase na totalidade as ruínas da referida Estação Semafórica assim como a base do entretanto abandonado projecto do Cruzeiro. (Por razões que no momento desconhecemos, mas prometemos investigar, este projecto foi abandonado. O sonho imaginado era construir um monumento à semelhança do existente no Pico dos Barcelos e no Pico da Torre em Câmara de Lobos).
Com tantos picos na freguesia, como se entende que fosse logo aquele a ser ocupado?

Que tristeza.

Agora que temos a certeza que o Campo de Golfe vai avançar, julgamos que a Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste e Nick Faldo teriam um gesto digno de registo e de louvar se esta infra-estrutura fosse removida daquele maravilhoso sítio, a antena colocada noutro local fazendo com que o passado e a história fosse respeitada e, a RDP com o apoio das entidades públicas envolvidas, pudessem devolver àquele espaço a dignidade e o significado que este local sempre representou para as pessoas da nossa freguesia.

Ficamos todos à espera, acreditando que este erro será prontamente rectificado.

Ponta do Pargo, 1 de Janeiro de 2009


GG

Mensagem de Ano Novo de Cavaco Silva



No início deste novo ano, dirijo a todos os Portugueses, onde quer que estejam, uma saudação calorosa e os melhores votos para 2009.
Quero começar por dirigir uma palavra especial de solidariedade a todos os que se encontram em situações particularmente difíceis, porque sofreram uma redução inesperada dos seus rendimentos.
A estes homens e a estas mulheres, que sofrem em silêncio, e que até há pouco tempo nem sequer imaginavam poder vir a encontrar-se na situação que agora atravessam, quero dizer-lhes, muito simplesmente: não se deixem abater pelo desânimo.
O mesmo digo aos jovens que, tendo terminado os seus estudos, vivem a angústia de não conseguirem um primeiro emprego: acreditem nas vossas capacidades, não percam a vontade de vencer.
Quero também lembrar dois outros grupos da nossa sociedade que são frequentemente esquecidos e que vivem tempos difíceis.
Os pequenos comerciantes, que travam uma luta diária pela sobrevivência. O pequeno comércio deve merecer uma atenção especial porque constitui a única base de rendimento de muitas famílias.
Os agricultores, aqueles que trabalham a terra, que enfrentam a subida do preço dos adubos, das rações e de outros factores de produção.
Sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus por não beneficiarem da totalidade dos apoios disponibilizados pela União Europeia.
O mundo rural faz parte das raízes da nossa identidade colectiva. A sua preservação é fundamental para travar o despovoamento do interior e para garantir a coesão territorial do País.
Portugueses,
Não devo esconder que 2009 vai ser um ano muito difícil.
Receio o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.
Devo falar verdade.
A verdade é essencial para a existência de um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes.
É sabendo a verdade, e não com ilusões, que os portugueses podem ser mobilizados para enfrentar as exigências que o futuro lhes coloca.
A crise financeira internacional apanhou a economia portuguesa com algumas vulnerabilidades sérias.
A crise chegou quando Portugal regista oito anos consecutivos de afastamento em relação ao desenvolvimento médio dos seus parceiros europeus.
Há uma verdade que deve ser dita: Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.
Portugal não pode continuar, durante muito mais tempo, a endividar-se no estrangeiro ao ritmo dos últimos anos.
Para quem ainda tivesse dúvidas, a crise financeira encarregou-se de desfazê-las.
Como é sabido, quando a possibilidade de endividamento de um País se esgota, só resta a venda dos bens e das empresas nacionais aos estrangeiros.
Os portugueses devem também estar conscientes de que dependemos muito das relações económicas com o exterior.
Não são apenas as exportações e as importações de bens.
São as remessas dos nossos emigrantes, o turismo, os apoios da União Europeia, o investimento estrangeiro, os empréstimos externos que Portugal tem de contrair anualmente.
Para tudo isto, é importante a credibilidade que merece a nossa política interna, as perspectivas futuras do País, a confiança que o exterior tem em nós.
Devemos, por isso, ser exigentes e rigorosos connosco próprios, cuidar da imagem do País que projectamos no mundo.
Caso contrário, tudo será mais difícil.
Não escondo a verdade da situação difícil em que o País se encontra.
Mas também não escondo a minha firme e profunda convicção de que há um caminho para Portugal sair da quase estagnação económica em que tem estado mergulhado.
O caminho é estreito, mas existe. E está ao nosso alcance.
Para ele tenho insistentemente chamado a atenção.
O reforço da capacidade competitiva das nossas empresas a nível internacional e o investimento nos sectores vocacionados para a exportação têm de ser uma prioridade estratégica da política nacional.
Sem isso, é pura ilusão imaginar que haverá verdadeiro progresso económico e social, criação duradoura de emprego e melhoria do poder de compra dos salários.
Sem isso, não conseguiremos pôr fim ao crescimento explosivo da dívida externa.
As ilusões pagam-se caras.
Por outro lado, temos de reduzir a ineficiência e a dependência do exterior em matéria de energia.
Assim como temos de alterar a estrutura da produção nacional, no sentido de mais qualidade, inovação e conteúdo tecnológico.
Os dinheiros públicos têm de ser utilizados com rigor e eficiência.
Há que prestar uma atenção acrescida à relação custo-benefício dos serviços e investimentos públicos.
Para que o nosso futuro seja melhor, para que os nossos filhos e netos não recebam uma herança demasiado pesada, exige-se a todos trabalho e determinação, sentido de responsabilidade, ponderação nas decisões e prudência nas escolhas.
Há que enfrentar as dificuldades do presente com visão de futuro, olhando para além do ano de 2009.
Portugueses,
Conheço os desafios que Portugal enfrenta e quero contribuir para a construção de um futuro melhor.
Tenho percorrido o País e contactado directamente com as pessoas.
Tenho procurado mobilizar os portugueses, apelando à união de esforços, incutindo confiança e vontade de vencer, apontando caminhos e oportunidades que sempre existem em tempo de crise.
Tenho insistido na atenção especial que deve ser prestada aos cidadãos mais atingidos pelo abrandamento da actividade económica.
Tenho apelado ao espírito de entreajuda em relação aos mais desfavorecidos.
Aos Portugueses, pede-se muito neste ano que agora começa.
Mas, na situação em que o País se encontra, especiais responsabilidades impendem sobre as forças políticas.
Os portugueses gostariam de perceber que a agenda da classe política está, de facto, centrada no combate à crise.
As dificuldades que o País enfrenta exigem que os agentes políticos deixem de lado as querelas que em nada contribuem para melhorar a vida dos que perderam o emprego, dos que não conseguem suportar os encargos da prestação das suas casas ou da educação dos seus filhos, daqueles que são obrigados a pedir ajuda para as necessidades básicas da família.
Não é com conflitos desnecessários que se resolvem os problemas das pessoas.
Nesta fase da vida do País, devemos evitar divisões inúteis.
Vamos precisar muito uns dos outros.
Portugueses,
Já passámos por outras situações bem difíceis. Não nos resignámos e fomos capazes de vencer.
O mesmo vai acontecer agora. Tenho esperança e digo-o com sinceridade.
Cada um deve confiar nas suas competências, nas suas aptidões e capacidades.
Este é o tempo de resistir às dificuldades, aos obstáculos, às ameaças com que cada um pode ser confrontado.
Não tenham medo.
O futuro é mais do que o ano que temos pela frente.
O futuro será 2009, mas também os anos que a seguir vierem.
Acredito num futuro melhor e mais justo para Portugal, porque acredito na vontade e no querer do nosso povo.
Para todos, Bom Ano de 2009.

Pêro da Ponta do Pargo: Que futuro?

1. Cultivo
2. Tratamento
3. Venda
4. Apanha e transporte
5. Acomodação
6. Comercialização
7. Garantia de preço mínimo e incentivos aos agricultores
8. Festa do Pêro
9. Venda para fazer Sidra nos Prazeres

1. Cultivo

O cultivo do pêro neste momento, como no passado, quase que pode ser considerado de biológico.
Tenho a impressão, embora reconheço poder estar errado, que os agricultores não dão “toda” a atenção durante o ano à árvore e à fruta.
Nasce quase que naturalmente no fundo ou cabeceiras dos “aposentos”, tendo ainda a vantagem de proteger as plantações dos ventos de Inverno.

2. Tratamento

Como referi atrás os peros não levam grandes tratamentos. O baixo preço de comercialização não motiva aos agricultores a investir tempo e tratamento nas árvores.

3. Venda

Há pouco tempo os peros rajados, como as cenouras, as cebolas eram comprados na terra em Dezembro, Janeiro pelos comerciantes, intermediários, muitos do Estreito de Câmara de Lobos. Davam algum dinheiro de sinal, pagando o restante na altura da colheita, e a “novidade”, muitas vezes ficava entregue à sua “sorte”. Acrescente-se que o preço de comercialização, vendido a “olho”, pouco tinha a ver com o preço que recebia o agricultor

4. Apanha e transporte

Os peros, quando começavam a luzir, eram varejados e transportados em cestos ou em caixas e despejados para as carroçarias das furgonetas ou “meios carros” e trazidos para a “Cidade”. A fruta sofre muito neste processo, logo, é normal ser colocado à venda com manchas e geralmente se degradar com rapidez. Naturalmente que condenados todo este processo de apanha e transporte da fruta. Achamos que quem de direito, devia motivar estes comerciantes ás boas práticas nesta tarefa.
Lamentamos também que, algumas vezes estes comerciantes, depois de considerarem satisfatórios os lucros da comercialização, abandonem muita fruta nas árvores, especialmente quando, por aumento de oferta, o preço da fruta baixa um pouco.

5. Acomodação

Não tenho ideia de ver o pêro da Ponta do Pargo ser separado pelo tamanho antes de ser colocado à venda. Costuma ir à “balda”, logo a sua duração tem que ser reduzida. É pena que assim seja. Urge intervir para que este comportamento não se perpetue e repita.

6. Comercialização

Não é normal encontrar peros da Ponta do Pargo nos supermercados. Aparecem nos Mercado do Funchal e pouco mais. Na altura alta da produção é vulgar encontrar alguns produtores na Ponta do Pargo, sítios do Amparo e Lombo, e na Fajã da Ovelha a vender o seu produto.
A Festa do Pêro e também o momento de ouro para a sua comercialização nas Barracas feitas na dita Festa.
De referir que o preço praticado nos Mercados não tem nada a ver com o valor pago aos comerciantes.

7. Garantia de preço mínimo e incentivos para os agricultores

Achámos que para o agricultor dar mais atenção à sua produção de fruta devia haver a garantia de um preço mínimo, de modo que à partida, este tivesse a certeza que valia a pena dar atenção à fruta.
Achámos ainda que os serviços do GR têm que fazer os agricultores acreditarem, mostrando os bons exemplos existentes na freguesia e não só, que é possível ser compensado economicamente atrás da dedicação a esta fruta tão emblemática da freguesia.
Os agricultores, agora que têm acesso aos Mercados Abastecedores deveriam mudar os seus hábitos e serem incentivados a introduzir a sua fruta neste processo de comercialização que só lhes facilitaria a vida e certamente seriam mais compensados.

8. Festa do Pêro

A Festa do Pêro é o momento de ouro para a comercialização do pêro e das verduras da freguesia da Ponta do Pargo e também da Fajã da Ovelha.
A data da Festa tem que ter em atenção a maduração da fruta, situação que, por razões de agenda, nem sempre acontece. Julgámos também ser importante não marcar a Festa para o mesmo dia da Festa do Caniçal.

9. Venda da fruta para fazer Sidra nos Prazeres

É muito positiva esta nova possibilidade que a Quinta Pedagógica oferece aos nossos agricultores.
De qualquer modo, gostaria de sugerir o seguinte:
· A fruta só devia ser recolhida depois da Festa do Pêro, dando a possibilidade aos agricultores de conseguirem um melhor proveito económico, vendendo os peros na Festa e
· A fruta devia ser apanhada a mão e separada pelo tamanho.


A mim fez-me muita impressão ver os peros grandes misturados com os pequenos em sacas amontoadas à beira do lagar. Achámos que os peros grandes devem ser comprados a melhor preço aos agricultores e vendidos para os Supermercados, os peros mais pequenos vendidos mais baratos e usados, esses sim, para fazer Sidra.

Gilberto Garrido

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

PRESÉPIOS A VISITAR NA PONTA DO PARGO

PreséPios
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MENSAGEM DE ANO NOVO

Imagem das webcams da netmadeira.com

Em meu nome pessoal e do Ponta do Pargo News desejo a todos os Pargueiros, Calhetenses e Madeirenses que este ano de 2009 seja um ano repleto de alegria, felicidade e sobretudo de saúde. Apesar das diversas crises (económicas, políticas, etc...) tenho a certeza que as pessoas irão ultrapassar estes tempos que se avizinham de uma maneira "saudável" e que tudo de bom aconteça na sua vida.
Um abraço uito especial para todos os emigrantes.



BOM 2009
Um abraço,
João Pita