
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
O Pico das Favas, o Campo de Golfe e a RDP
Quem passeia pela Ponta do Pargo e percorre a Rua César Augusto Pestana, em direcção ao Farol, ao passar ao lado do Pico das Favas, certamente não resiste à imensa curiosidade de subir até aos 392metros de altitude do dito pico.
Qualquer pessoa fica encantado com a paisagem que dali se desfruta – vê-se quase toda a freguesia, do sítio da Lombada Velha ao sítio do Amparo, uma vista magnífica sobre o Farol – mas chocado com o estado actual em que se encontra o cume da mesma elevação.
Aquele local é dos mais importantes da história da freguesia. Foi no sopé desta elevação, Pé do Pico, que um pouco antes de 1560 os pescadores locais ajudaram a construir a primeira capela da freguesia, dedicada a São Pedro.
Foi no Pico das Favas que foi construída e funcionou durante muitos anos a Estação Semafórica da freguesia. Por volta de 1940 foi criado na freguesia um movimento para a construção de um cruzeiro no topo do pico que, segundo se previa, poderia ser visitado de carro, numa estrada de acesso, a ser construída na encosta da dita elevação.
Que se pode visualizar? Num completo desrespeito pela história e pelas pessoas da freguesia e mesmo da região, a RDP mandou construir uma pequena casa, onde implantou uma antena de retransmissão de sinal, ocupando quase na totalidade as ruínas da referida Estação Semafórica assim como a base do entretanto abandonado projecto do Cruzeiro. (Por razões que no momento desconhecemos, mas prometemos investigar, este projecto foi abandonado. O sonho imaginado era construir um monumento à semelhança do existente no Pico dos Barcelos e no Pico da Torre em Câmara de Lobos).
Com tantos picos na freguesia, como se entende que fosse logo aquele a ser ocupado?
Que tristeza.
Agora que temos a certeza que o Campo de Golfe vai avançar, julgamos que a Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste e Nick Faldo teriam um gesto digno de registo e de louvar se esta infra-estrutura fosse removida daquele maravilhoso sítio, a antena colocada noutro local fazendo com que o passado e a história fosse respeitada e, a RDP com o apoio das entidades públicas envolvidas, pudessem devolver àquele espaço a dignidade e o significado que este local sempre representou para as pessoas da nossa freguesia.
Ficamos todos à espera, acreditando que este erro será prontamente rectificado.
Ponta do Pargo, 1 de Janeiro de 2009
GG
Qualquer pessoa fica encantado com a paisagem que dali se desfruta – vê-se quase toda a freguesia, do sítio da Lombada Velha ao sítio do Amparo, uma vista magnífica sobre o Farol – mas chocado com o estado actual em que se encontra o cume da mesma elevação.
Aquele local é dos mais importantes da história da freguesia. Foi no sopé desta elevação, Pé do Pico, que um pouco antes de 1560 os pescadores locais ajudaram a construir a primeira capela da freguesia, dedicada a São Pedro.
Foi no Pico das Favas que foi construída e funcionou durante muitos anos a Estação Semafórica da freguesia. Por volta de 1940 foi criado na freguesia um movimento para a construção de um cruzeiro no topo do pico que, segundo se previa, poderia ser visitado de carro, numa estrada de acesso, a ser construída na encosta da dita elevação.
Que se pode visualizar? Num completo desrespeito pela história e pelas pessoas da freguesia e mesmo da região, a RDP mandou construir uma pequena casa, onde implantou uma antena de retransmissão de sinal, ocupando quase na totalidade as ruínas da referida Estação Semafórica assim como a base do entretanto abandonado projecto do Cruzeiro. (Por razões que no momento desconhecemos, mas prometemos investigar, este projecto foi abandonado. O sonho imaginado era construir um monumento à semelhança do existente no Pico dos Barcelos e no Pico da Torre em Câmara de Lobos).
Com tantos picos na freguesia, como se entende que fosse logo aquele a ser ocupado?
Que tristeza.
Agora que temos a certeza que o Campo de Golfe vai avançar, julgamos que a Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste e Nick Faldo teriam um gesto digno de registo e de louvar se esta infra-estrutura fosse removida daquele maravilhoso sítio, a antena colocada noutro local fazendo com que o passado e a história fosse respeitada e, a RDP com o apoio das entidades públicas envolvidas, pudessem devolver àquele espaço a dignidade e o significado que este local sempre representou para as pessoas da nossa freguesia.
Ficamos todos à espera, acreditando que este erro será prontamente rectificado.
Ponta do Pargo, 1 de Janeiro de 2009
GG
Mensagem de Ano Novo de Cavaco Silva
No início deste novo ano, dirijo a todos os Portugueses, onde quer que estejam, uma saudação calorosa e os melhores votos para 2009.
Quero começar por dirigir uma palavra especial de solidariedade a todos os que se encontram em situações particularmente difíceis, porque sofreram uma redução inesperada dos seus rendimentos.
A estes homens e a estas mulheres, que sofrem em silêncio, e que até há pouco tempo nem sequer imaginavam poder vir a encontrar-se na situação que agora atravessam, quero dizer-lhes, muito simplesmente: não se deixem abater pelo de
sânimo.
O mesmo digo aos jovens que, tendo terminado os seus estudos, vivem a angústia de não conseguirem um primeiro emprego: acreditem nas vossas capacidades, não percam a vontade de vencer.
Quero também lembrar dois outros grupos da nossa sociedade que são frequentemente esquecidos e que vivem tempos difíceis.
Os pequenos comerciantes, que travam uma luta diária pela sobrevivência. O pequeno comércio deve merecer uma atenção especial porque constitui a única base de rendimento de muitas famílias.
Os agricultores, aqueles que trabalham a terra, que enfrentam a subida do preço dos adubos, das rações e de outros factores de produção.
Sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus por não beneficiarem da totalidade dos apoios disponibilizados pela União Europeia.
O mundo rural faz parte das raízes da nossa identidade colectiva. A sua preservação é fundamental para travar o despovoamento do interior e para garantir a coesão territorial do País.
Portugueses,
Não devo esconder que 2009 vai ser um ano muito difícil.
Receio o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.
Devo falar verdade.
A verdade é essencial para a existência de um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes.
É sabendo a verdade, e não com ilusões, que os portugueses podem ser mobilizados para enfrentar as exigências que o futuro lhes coloca.
A crise financeira internacional apanhou a economia portuguesa com algumas vulnerabilidades sérias.
A crise chegou quando Portugal regista oito anos consecutivos de afastamento em relação ao desenvolvimento médio dos seus parceiros europeus.
Há uma verdade que deve ser dita: Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.
Portugal não pode continuar, durante muito mais tempo, a endividar-se no estrangeiro ao ritmo dos últimos anos.
Para quem ainda tivesse dúvidas, a crise financeira encarregou-se de desfazê-las.
Como é sabido, quando a possibilidade de endividamento de um País se esgota, só resta a venda dos bens e das empresas nacionais aos estrangeiros.
Os portugueses devem também estar conscientes de que dependemos muito das relações económicas com o exterior.
Não são apenas as exportações e as importações de bens.
São as remessas dos nossos emigrantes, o turismo, os apoios da União Europeia, o investimento estrangeiro, os empréstimos externos que Portugal tem de contrair anualmente.
Para tudo isto, é importante a credibilidade que merece a nossa política interna, as perspectivas futuras do País, a confiança que o exterior tem em nós.
Devemos, por isso, ser exigentes e rigorosos connosco próprios, cuidar da imagem do País que projectamos no mundo.
Caso contrário, tudo será mais difícil.
Não escondo a verdade da situação difícil em que o País se encontra.
Mas também não escondo a minha firme e profunda convicção de que há um caminho para Portugal sair da quase estagnação económica em que tem estado mergulhado.
O caminho é estreito, mas existe. E está ao nosso alcance.
Para ele tenho insistentemente chamado a atenção.
O reforço da capacidade competitiva das nossas empresas a nível internacional e o investimento nos sectores vocacionados para a exportação têm de ser uma prioridade estratégica da política nacional.
Sem isso, é pura ilusão imaginar que haverá verdadeiro progresso económico e social, criação duradoura de emprego e melhoria do poder de compra dos salários.
Sem isso, não conseguiremos pôr fim ao crescimento explosivo da dívida externa.
As ilusões pagam-se caras.
Por outro lado, temos de reduzir a ineficiência e a dependência do exterior em matéria de energia.
Assim como temos de alterar a estrutura da produção nacional, no sentido de mais qualidade, inovação e conteúdo tecnológico.
Os dinheiros públicos têm de ser utilizados com rigor e eficiência.
Há que prestar uma atenção acrescida à relação custo-benefício dos serviços e investimentos públicos.
Para que o nosso futuro seja melhor, para que os nossos filhos e netos não recebam uma herança demasiado pesada, exige-se a todos trabalho e determinação, sentido de responsabilidade, ponderação nas decisões e prudência nas escolhas.
Há que enfrentar as dificuldades do presente com visão de futuro, olhando para além do ano de 2009.
Portugueses,
Conheço os desafios que Portugal enfrenta e quero contribuir para a construção de um futuro melhor.
Tenho percorrido o País e contactado directamente com as pessoas.
Tenho procurado mobilizar os portugueses, apelando à união de esforços, incutindo confiança e vontade de vencer, apontando caminhos e oportunidades que sempre existem em tempo de crise.
Tenho insistido na atenção especial que deve ser prestada aos cidadãos mais atingidos pelo abrandamento da actividade económica.
Tenho apelado ao espírito de entreajuda em relação aos mais desfavorecidos.
Aos Portugueses, pede-se muito neste ano que agora começa.
Mas, na situação em que o País se encontra, especiais responsabilidades impendem sobre as forças políticas.
Os portugueses gostariam de perceber que a agenda da classe política está, de facto, centrada no combate à crise.
As dificuldades que o País enfrenta exigem que os agentes políticos deixem de lado as querelas que em nada contribuem para melhorar a vida dos que perderam o emprego, dos que não conseguem suportar os encargos da prestação das suas casas ou da educação dos seus filhos, daqueles que são obrigados a pedir ajuda para as necessidades básicas da família.
Não é com conflitos desnecessários que se resolvem os problemas das pessoas.
Nesta fase da vida do País, devemos evitar divisões inúteis.
Vamos precisar muito uns dos outros.
Portugueses,
Já passámos por outras situações bem difíceis. Não nos resignámos e fomos capazes de vencer.
O mesmo vai acontecer agora. Tenho esperança e digo-o com sinceridade.
Cada um deve confiar nas suas competências, nas suas aptidões e capacidades.
Este é o tempo de resistir às dificuldades, aos obstáculos, às ameaças com que cada um pode ser confrontado.
Não tenham medo.
O futuro é mais do que o ano que temos pela frente.
O futuro será 2009, mas também os anos que a seguir vierem.
Acredito num futuro melhor e mais justo para Portugal, porque acredito na vontade e no querer do nosso povo.
Para todos, Bom Ano de 2009.
Quero começar por dirigir uma palavra especial de solidariedade a todos os que se encontram em situações particularmente difíceis, porque sofreram uma redução inesperada dos seus rendimentos.
A estes homens e a estas mulheres, que sofrem em silêncio, e que até há pouco tempo nem sequer imaginavam poder vir a encontrar-se na situação que agora atravessam, quero dizer-lhes, muito simplesmente: não se deixem abater pelo de
sânimo.O mesmo digo aos jovens que, tendo terminado os seus estudos, vivem a angústia de não conseguirem um primeiro emprego: acreditem nas vossas capacidades, não percam a vontade de vencer.
Quero também lembrar dois outros grupos da nossa sociedade que são frequentemente esquecidos e que vivem tempos difíceis.
Os pequenos comerciantes, que travam uma luta diária pela sobrevivência. O pequeno comércio deve merecer uma atenção especial porque constitui a única base de rendimento de muitas famílias.
Os agricultores, aqueles que trabalham a terra, que enfrentam a subida do preço dos adubos, das rações e de outros factores de produção.
Sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus por não beneficiarem da totalidade dos apoios disponibilizados pela União Europeia.
O mundo rural faz parte das raízes da nossa identidade colectiva. A sua preservação é fundamental para travar o despovoamento do interior e para garantir a coesão territorial do País.
Portugueses,
Não devo esconder que 2009 vai ser um ano muito difícil.
Receio o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social.
Devo falar verdade.
A verdade é essencial para a existência de um clima de confiança entre os cidadãos e os governantes.
É sabendo a verdade, e não com ilusões, que os portugueses podem ser mobilizados para enfrentar as exigências que o futuro lhes coloca.
A crise financeira internacional apanhou a economia portuguesa com algumas vulnerabilidades sérias.
A crise chegou quando Portugal regista oito anos consecutivos de afastamento em relação ao desenvolvimento médio dos seus parceiros europeus.
Há uma verdade que deve ser dita: Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz.
Portugal não pode continuar, durante muito mais tempo, a endividar-se no estrangeiro ao ritmo dos últimos anos.
Para quem ainda tivesse dúvidas, a crise financeira encarregou-se de desfazê-las.
Como é sabido, quando a possibilidade de endividamento de um País se esgota, só resta a venda dos bens e das empresas nacionais aos estrangeiros.
Os portugueses devem também estar conscientes de que dependemos muito das relações económicas com o exterior.
Não são apenas as exportações e as importações de bens.
São as remessas dos nossos emigrantes, o turismo, os apoios da União Europeia, o investimento estrangeiro, os empréstimos externos que Portugal tem de contrair anualmente.
Para tudo isto, é importante a credibilidade que merece a nossa política interna, as perspectivas futuras do País, a confiança que o exterior tem em nós.
Devemos, por isso, ser exigentes e rigorosos connosco próprios, cuidar da imagem do País que projectamos no mundo.
Caso contrário, tudo será mais difícil.
Não escondo a verdade da situação difícil em que o País se encontra.
Mas também não escondo a minha firme e profunda convicção de que há um caminho para Portugal sair da quase estagnação económica em que tem estado mergulhado.
O caminho é estreito, mas existe. E está ao nosso alcance.
Para ele tenho insistentemente chamado a atenção.
O reforço da capacidade competitiva das nossas empresas a nível internacional e o investimento nos sectores vocacionados para a exportação têm de ser uma prioridade estratégica da política nacional.
Sem isso, é pura ilusão imaginar que haverá verdadeiro progresso económico e social, criação duradoura de emprego e melhoria do poder de compra dos salários.
Sem isso, não conseguiremos pôr fim ao crescimento explosivo da dívida externa.
As ilusões pagam-se caras.
Por outro lado, temos de reduzir a ineficiência e a dependência do exterior em matéria de energia.
Assim como temos de alterar a estrutura da produção nacional, no sentido de mais qualidade, inovação e conteúdo tecnológico.
Os dinheiros públicos têm de ser utilizados com rigor e eficiência.
Há que prestar uma atenção acrescida à relação custo-benefício dos serviços e investimentos públicos.
Para que o nosso futuro seja melhor, para que os nossos filhos e netos não recebam uma herança demasiado pesada, exige-se a todos trabalho e determinação, sentido de responsabilidade, ponderação nas decisões e prudência nas escolhas.
Há que enfrentar as dificuldades do presente com visão de futuro, olhando para além do ano de 2009.
Portugueses,
Conheço os desafios que Portugal enfrenta e quero contribuir para a construção de um futuro melhor.
Tenho percorrido o País e contactado directamente com as pessoas.
Tenho procurado mobilizar os portugueses, apelando à união de esforços, incutindo confiança e vontade de vencer, apontando caminhos e oportunidades que sempre existem em tempo de crise.
Tenho insistido na atenção especial que deve ser prestada aos cidadãos mais atingidos pelo abrandamento da actividade económica.
Tenho apelado ao espírito de entreajuda em relação aos mais desfavorecidos.
Aos Portugueses, pede-se muito neste ano que agora começa.
Mas, na situação em que o País se encontra, especiais responsabilidades impendem sobre as forças políticas.
Os portugueses gostariam de perceber que a agenda da classe política está, de facto, centrada no combate à crise.
As dificuldades que o País enfrenta exigem que os agentes políticos deixem de lado as querelas que em nada contribuem para melhorar a vida dos que perderam o emprego, dos que não conseguem suportar os encargos da prestação das suas casas ou da educação dos seus filhos, daqueles que são obrigados a pedir ajuda para as necessidades básicas da família.
Não é com conflitos desnecessários que se resolvem os problemas das pessoas.
Nesta fase da vida do País, devemos evitar divisões inúteis.
Vamos precisar muito uns dos outros.
Portugueses,
Já passámos por outras situações bem difíceis. Não nos resignámos e fomos capazes de vencer.
O mesmo vai acontecer agora. Tenho esperança e digo-o com sinceridade.
Cada um deve confiar nas suas competências, nas suas aptidões e capacidades.
Este é o tempo de resistir às dificuldades, aos obstáculos, às ameaças com que cada um pode ser confrontado.
Não tenham medo.
O futuro é mais do que o ano que temos pela frente.
O futuro será 2009, mas também os anos que a seguir vierem.
Acredito num futuro melhor e mais justo para Portugal, porque acredito na vontade e no querer do nosso povo.
Para todos, Bom Ano de 2009.
Pêro da Ponta do Pargo: Que futuro?
1. Cultivo
2. Tratamento
3. Venda
4. Apanha e transporte
5. Acomodação
6. Comercialização
7. Garantia de preço mínimo e incentivos aos agricultores
8. Festa do Pêro
9. Venda para fazer Sidra nos Prazeres
1. Cultivo
O cultivo do pêro neste momento, como no passado, quase que pode ser considerado de biológico.
Tenho a impressão, embora reconheço poder estar errado, que os agricultores não dão “toda” a atenção durante o ano à árvore e à fruta.
Nasce quase que naturalmente no fundo ou cabeceiras dos “aposentos”, tendo ainda a vantagem de proteger as plantações dos ventos de Inverno.
2. Tratamento
Como referi atrás os peros não levam grandes tratamentos. O baixo preço de comercialização não motiva aos agricultores a investir tempo e tratamento nas árvores.
3. Venda
Há pouco tempo os peros rajados, como as cenouras, as cebolas eram comprados na terra em Dezembro, Janeiro pelos comerciantes, intermediários, muitos do Estreito de Câmara de Lobos. Davam algum dinheiro de sinal, pagando o restante na altura da colheita, e a “novidade”, muitas vezes ficava entregue à sua “sorte”. Acrescente-se que o preço de comercialização, vendido a “olho”, pouco tinha a ver com o preço que recebia o agricultor
4. Apanha e transporte
Os peros, quando começavam a luzir, eram varejados e transportados em cestos ou em caixas e despejados para as carroçarias das furgonetas ou “meios carros” e trazidos para a “Cidade”. A fruta sofre muito neste processo, logo, é normal ser colocado à venda com manchas e geralmente se degradar com rapidez. Naturalmente que condenados todo este processo de apanha e transporte da fruta. Achamos que quem de direito, devia motivar estes comerciantes ás boas práticas nesta tarefa.
Lamentamos também que, algumas vezes estes comerciantes, depois de considerarem satisfatórios os lucros da comercialização, abandonem muita fruta nas árvores, especialmente quando, por aumento de oferta, o preço da fruta baixa um pouco.
5. Acomodação
Não tenho ideia de ver o pêro da Ponta do Pargo ser separado pelo tamanho antes de ser colocado à venda. Costuma ir à “balda”, logo a sua duração tem que ser reduzida. É pena que assim seja. Urge intervir para que este comportamento não se perpetue e repita.
6. Comercialização
Não é normal encontrar peros da Ponta do Pargo nos supermercados. Aparecem nos Mercado do Funchal e pouco mais. Na altura alta da produção é vulgar encontrar alguns produtores na Ponta do Pargo, sítios do Amparo e Lombo, e na Fajã da Ovelha a vender o seu produto.
A Festa do Pêro e também o momento de ouro para a sua comercialização nas Barracas feitas na dita Festa.
De referir que o preço praticado nos Mercados não tem nada a ver com o valor pago aos comerciantes.
7. Garantia de preço mínimo e incentivos para os agricultores
Achámos que para o agricultor dar mais atenção à sua produção de fruta devia haver a garantia de um preço mínimo, de modo que à partida, este tivesse a certeza que valia a pena dar atenção à fruta.
Achámos ainda que os serviços do GR têm que fazer os agricultores acreditarem, mostrando os bons exemplos existentes na freguesia e não só, que é possível ser compensado economicamente atrás da dedicação a esta fruta tão emblemática da freguesia.
Os agricultores, agora que têm acesso aos Mercados Abastecedores deveriam mudar os seus hábitos e serem incentivados a introduzir a sua fruta neste processo de comercialização que só lhes facilitaria a vida e certamente seriam mais compensados.
8. Festa do Pêro
A Festa do Pêro é o momento de ouro para a comercialização do pêro e das verduras da freguesia da Ponta do Pargo e também da Fajã da Ovelha.
A data da Festa tem que ter em atenção a maduração da fruta, situação que, por razões de agenda, nem sempre acontece. Julgámos também ser importante não marcar a Festa para o mesmo dia da Festa do Caniçal.
9. Venda da fruta para fazer Sidra nos Prazeres
É muito positiva esta nova possibilidade que a Quinta Pedagógica oferece aos nossos agricultores.
De qualquer modo, gostaria de sugerir o seguinte:
· A fruta só devia ser recolhida depois da Festa do Pêro, dando a possibilidade aos agricultores de conseguirem um melhor proveito económico, vendendo os peros na Festa e
· A fruta devia ser apanhada a mão e separada pelo tamanho.
A mim fez-me muita impressão ver os peros grandes misturados com os pequenos em sacas amontoadas à beira do lagar. Achámos que os peros grandes devem ser comprados a melhor preço aos agricultores e vendidos para os Supermercados, os peros mais pequenos vendidos mais baratos e usados, esses sim, para fazer Sidra.
2. Tratamento
3. Venda
4. Apanha e transporte
5. Acomodação
6. Comercialização
7. Garantia de preço mínimo e incentivos aos agricultores
8. Festa do Pêro
9. Venda para fazer Sidra nos Prazeres
1. Cultivo
O cultivo do pêro neste momento, como no passado, quase que pode ser considerado de biológico.
Tenho a impressão, embora reconheço poder estar errado, que os agricultores não dão “toda” a atenção durante o ano à árvore e à fruta.
Nasce quase que naturalmente no fundo ou cabeceiras dos “aposentos”, tendo ainda a vantagem de proteger as plantações dos ventos de Inverno.
2. Tratamento
Como referi atrás os peros não levam grandes tratamentos. O baixo preço de comercialização não motiva aos agricultores a investir tempo e tratamento nas árvores.
3. Venda
Há pouco tempo os peros rajados, como as cenouras, as cebolas eram comprados na terra em Dezembro, Janeiro pelos comerciantes, intermediários, muitos do Estreito de Câmara de Lobos. Davam algum dinheiro de sinal, pagando o restante na altura da colheita, e a “novidade”, muitas vezes ficava entregue à sua “sorte”. Acrescente-se que o preço de comercialização, vendido a “olho”, pouco tinha a ver com o preço que recebia o agricultor
4. Apanha e transporte
Os peros, quando começavam a luzir, eram varejados e transportados em cestos ou em caixas e despejados para as carroçarias das furgonetas ou “meios carros” e trazidos para a “Cidade”. A fruta sofre muito neste processo, logo, é normal ser colocado à venda com manchas e geralmente se degradar com rapidez. Naturalmente que condenados todo este processo de apanha e transporte da fruta. Achamos que quem de direito, devia motivar estes comerciantes ás boas práticas nesta tarefa.
Lamentamos também que, algumas vezes estes comerciantes, depois de considerarem satisfatórios os lucros da comercialização, abandonem muita fruta nas árvores, especialmente quando, por aumento de oferta, o preço da fruta baixa um pouco.
5. Acomodação
Não tenho ideia de ver o pêro da Ponta do Pargo ser separado pelo tamanho antes de ser colocado à venda. Costuma ir à “balda”, logo a sua duração tem que ser reduzida. É pena que assim seja. Urge intervir para que este comportamento não se perpetue e repita.
6. Comercialização
Não é normal encontrar peros da Ponta do Pargo nos supermercados. Aparecem nos Mercado do Funchal e pouco mais. Na altura alta da produção é vulgar encontrar alguns produtores na Ponta do Pargo, sítios do Amparo e Lombo, e na Fajã da Ovelha a vender o seu produto.
A Festa do Pêro e também o momento de ouro para a sua comercialização nas Barracas feitas na dita Festa.
De referir que o preço praticado nos Mercados não tem nada a ver com o valor pago aos comerciantes.
7. Garantia de preço mínimo e incentivos para os agricultores
Achámos que para o agricultor dar mais atenção à sua produção de fruta devia haver a garantia de um preço mínimo, de modo que à partida, este tivesse a certeza que valia a pena dar atenção à fruta.
Achámos ainda que os serviços do GR têm que fazer os agricultores acreditarem, mostrando os bons exemplos existentes na freguesia e não só, que é possível ser compensado economicamente atrás da dedicação a esta fruta tão emblemática da freguesia.
Os agricultores, agora que têm acesso aos Mercados Abastecedores deveriam mudar os seus hábitos e serem incentivados a introduzir a sua fruta neste processo de comercialização que só lhes facilitaria a vida e certamente seriam mais compensados.
8. Festa do Pêro
A Festa do Pêro é o momento de ouro para a comercialização do pêro e das verduras da freguesia da Ponta do Pargo e também da Fajã da Ovelha.
A data da Festa tem que ter em atenção a maduração da fruta, situação que, por razões de agenda, nem sempre acontece. Julgámos também ser importante não marcar a Festa para o mesmo dia da Festa do Caniçal.
9. Venda da fruta para fazer Sidra nos Prazeres
É muito positiva esta nova possibilidade que a Quinta Pedagógica oferece aos nossos agricultores.
De qualquer modo, gostaria de sugerir o seguinte:
· A fruta só devia ser recolhida depois da Festa do Pêro, dando a possibilidade aos agricultores de conseguirem um melhor proveito económico, vendendo os peros na Festa e
· A fruta devia ser apanhada a mão e separada pelo tamanho.
A mim fez-me muita impressão ver os peros grandes misturados com os pequenos em sacas amontoadas à beira do lagar. Achámos que os peros grandes devem ser comprados a melhor preço aos agricultores e vendidos para os Supermercados, os peros mais pequenos vendidos mais baratos e usados, esses sim, para fazer Sidra.
Gilberto Garrido
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
MENSAGEM DE ANO NOVO
Em meu nome pessoal e do Ponta do Pargo News desejo a todos os Pargueiros, Calhetenses e Madeirenses que este ano de 2009 seja um ano repleto de alegria, felicidade e sobretudo de saúde. Apesar das diversas crises (económicas, políticas, etc...) tenho a certeza que as pessoas irão ultrapassar estes tempos que se avizinham de uma maneira "saudável" e que tudo de bom aconteça na sua vida.
Um abraço uito especial para todos os emigrantes.
BOM 2009
Um abraço,
João Pita
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
OS NOSSOS PARABÉNS AOS ELEITOS PERSONALIDADES DO ANO
ALBERTO PAULO 46 (17%)
PADRE MANUEL RAMOS 18 (6%)
AGOSTINHO GOUVEIA 9 (3%)
CARLOS TELES 21 (8%)
PAULO FERREIRA 9 (3%)
GILBERTO GARRIDO 132 (50%)
AVELINO FARINHA 7 (2%)
OUTRO 17 (6%)
PADRE MANUEL RAMOS 18 (6%)
AGOSTINHO GOUVEIA 9 (3%)
CARLOS TELES 21 (8%)
PAULO FERREIRA 9 (3%)
GILBERTO GARRIDO 132 (50%)
AVELINO FARINHA 7 (2%)
OUTRO 17 (6%)
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Chuva marca passagem do ano em todo o território português
Céu muito nublado, chuva em geral fraca e temperaturas mínimas elevadas vão caracterizar o estado do tempo durante o período da passagem do ano, mas no último dia do ano a situação vai piorar momentaneamente
Segundo as previsões do Instituto de Meteorologia, entre hoje e quinta-feira prevê-se para Portugal continental céu geralmente muito nublado com ocorrência de precipitação, em geral fraca, vento soprando de sueste fraco a moderado, temperaturas mínimas elevadas e neblina ou nevoeiro.
Para a primeira metade do dia de quarta-feira o IM aguarda nas regiões do Sul e parte da região Centro, chuva forte, trovoadas e vento, que soprará forte a muito forte com rajadas no litoral e terras altas.
Esta situação que acontecerá apenas na primeira parte do último dia de 2008 fica a dever-se à aproximação e passagem de uma superfície frontal de forte actividade.
O IM prevê uma melhoria do estado do tempo a partir da segunda parte de quinta-feira e até ao primeiro dia do Novo Ano, voltando a precipitação fraca e vento fraco.
Para o arquipélago da Madeira prevê-se para hoje vento forte a muito forte com rajadas, períodos de chuva por vezes forte e trovoadas.
Estas condições de instabilidade deverão melhorar a partir da tarde de hoje e manter-se até quinta-feira com aguaceiros fracos e vento fraco.
Nos Açores, já a partir de hoje, aguardam-se períodos de chuva passando a aguaceiros, que deverão manter-se até sexta-feira, enquanto o vento deverá soprar moderado a forte com rajadas até aos 60 quilómetros por hora.
Lusa / SOL
Segundo as previsões do Instituto de Meteorologia, entre hoje e quinta-feira prevê-se para Portugal continental céu geralmente muito nublado com ocorrência de precipitação, em geral fraca, vento soprando de sueste fraco a moderado, temperaturas mínimas elevadas e neblina ou nevoeiro.
Para a primeira metade do dia de quarta-feira o IM aguarda nas regiões do Sul e parte da região Centro, chuva forte, trovoadas e vento, que soprará forte a muito forte com rajadas no litoral e terras altas.
Esta situação que acontecerá apenas na primeira parte do último dia de 2008 fica a dever-se à aproximação e passagem de uma superfície frontal de forte actividade.
O IM prevê uma melhoria do estado do tempo a partir da segunda parte de quinta-feira e até ao primeiro dia do Novo Ano, voltando a precipitação fraca e vento fraco.
Para o arquipélago da Madeira prevê-se para hoje vento forte a muito forte com rajadas, períodos de chuva por vezes forte e trovoadas.
Estas condições de instabilidade deverão melhorar a partir da tarde de hoje e manter-se até quinta-feira com aguaceiros fracos e vento fraco.
Nos Açores, já a partir de hoje, aguardam-se períodos de chuva passando a aguaceiros, que deverão manter-se até sexta-feira, enquanto o vento deverá soprar moderado a forte com rajadas até aos 60 quilómetros por hora.
Lusa / SOL
GILBERTO GARRIDO ESTÁ A UM PASSO DE SER ELEITO PERSONALIDADE DO ANO NA CALHETA

Numa votação levada a cabo pelo Diário da Calheta, Gilberto Garrido está a poucas horas de ser eleito personalidade do ano na Calheta.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
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